Como a Psicologia pode ajudar a sua Família ?

Primeiramente vocês como casal devem se perguntar: Do que a minha família precisa?

As vezes não se tem consciência de como está o relacionamento do casal. Isto poderá afetar os seus filhos. É importante perceber como eles tem se comportado, e que tipo de estado atual está seu lar. Ou seja, como tem sido o clima na minha família? Tenso ? de brigas,? cheio de negatividade?

Após verificar a situação atual, é preciso saber onde se quer chegar. E o primeiro ponto é entender o Valor da Família.

Você poderá pensar, mas isto eu já sei.

Daí te pergunto: será que sabe mesmo?

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Podemos dizer que algo importante para a família e a inteligência emocional.

Há varias definições de inteligência emocional, gosto desta; a inteligência emocional se traduz na possibilidade do ser humano de aprender a lidar com as próprias emoções e usufrui-las em benefício próprio.

É na família que começamos a entender estas emoções. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
É na família que nós somos formados. O ser humano aprende por padrões e nós temos dois padrões básicos: a matriz pai e a matriz mãe.
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Como isto acontece?

O filho aprende o que fazer e o que não fazer com os pais.
É na casa que a criança assume um papel e esse papel vai ter toda influência lá na frente.

Poderia citar vários casos de pessoas que tiveram sua estrutura machucada na infância e cresceram de forma disfuncional.
Poderíamos afirmar que a falta de contatos, afeto e outros causam a disfunção familiar e em consequência a falta de personalidade.

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Por isso, a família é importante. É fundamental!

É a base.

O amor e o cuidado pela minha família foi um motor propulsor de ser psicóloga e a estudar os relacionamentos familiares e de como se dá o desenvolvimento da estrutura familiar.

Fiz muitos cursos de treinamento da inteligência emocional para aprender a lidar com as minhas próprias emoções e a usufruir disso em benefício próprio.

Aprendi que devemos conciliar o lado emocional e racional do cérebro, neutralizando as emoções negativas, que produzem comportamentos destrutivos e, então, potencializar as emoções positivas para gerar os resultados desejados.

Todo este percurso torna as relações mais saudáveis.

Maria de Lourdes Batista
Psicóloga
https://www.apsicologiaonline.com.br/blog/

Fica a Dica

#lembre Dicas não é consulta.

O papel do Pai na família

“Meu pai é meu herói”.

“A família, geralmente, não tem consciência da influência que causa na formação integral da criança. “

É certo que as primeiras experiências da criança acontecem dentro do seio familiar. É a família que lhe dá um nome, que tem uma classe social e genética, gerando os primeiros sentimentos acerca desta família e logo depois do mundo em que vive.

Não é de se estranhar que o ditado popular “educação vem de berço” se tornou tão usual, já que é no ambiente familiar que se inicia a formação psíquica, moral, social e espiritual da criança formando sua identidade.

Vivemos em constantes mudanças, assim as famílias tem encontrado grandes dificuldades de educar seus filhos.

Em um mundo em que a violência é exibida diariamente pela mídia e em que há uma contradição nas regras sociais e diferentes valores, as famílias se sentem confusas na tarefa de educar, pois se veem diante de tantas informações diferentes e muitas vezes controversas a respeito da educação.

Surgem, assim, pais com dificuldades de se identificarem como pais e mães, ou seja, não se veem como pais para realizarem esta tarefa essencial para o crescimento e desenvolvimento da criança. Um exemplo disso são pais que se infantilizam diante de seus filhos. Outros são os que são sérios demais e não brincam com seus filhos.

Educar não é uma tarefa fácil. Mas, necessária.

A família é um todo, cada um tem sua importância, cada um ocupa uma função, assim, se forma um sistema familiar.

Todo ser humano, busca amar e ser amado, satisfazer as suas necessidades, ser confirmado, alcançar objetivos, realizar desejos; estamos envolvidos em uma relação de intersubjetividade e inseridos em um campo, buscando sempre a autorrealização existencial.

Buscamos a felicidade, gostamos de estar com as pessoas e de ser abraçados por elas, gostamos de ouvir palavras que ajudam no nosso crescimento pessoal e familiar.

“A identidade é uma questão de com o que eu me identifico e em que campo eu me encontro”, ou seja, para saber quem sou, é preciso saber onde estou.

O papai e a mamãe que buscam autoconhecimento, facilitam a vida de seus filhos, para que os mesmos possam saber ,para onde eles estão indo, e quem eles são.

É um percurso é um ser de relação, e tudo começa em casa, na família.

O homem é um ser de potencialidades, segundo a psicologia da Gestalt- Terapia, que podem ser atualizadas a todo momento; ele nunca estará acabado, “ele não é isso ou aquilo de forma definitiva”. Ou seja, não se diz que a criança é teimosa, e sim que a criança está teimosa. Entende-se a teimosia como uma característica momentânea do campo criança-meio com muitas possibilidades de reconfiguração, dependendo da mudança de qualquer uma das partes e/ou das relações estabelecidas entre elas .

Assim, podemos dizer que o pai tem sua importância na família, na formação da identidade dos seus filhos, ele é um ser essencial nessa engrenagem chamada família.

Maria de Lourdes Batista

Psicóloga online e presencial

O Adolescente e as drogas.

O único vínculo que estabelece para com seu pai é “não sei quem é meu pai”.


Hoje vou falar de um caso, um adolescente infrator e seu trauma – ele não conhecia seu pai e não tinha seu nome na certidão de nascimento.

É importante ter o nome do pai na certidão de nascimento?

Conheci esse adolescente com seus 11 anos de idade, ele já conhecia uma arma, já tinha uma arma em suas mãos.

Seu nome – Felipe, ele tinha grande dificuldade de usar as palavras, o que ele dizia era: “hum”, “sim”, “né”, “não sei”.

Além de suas fragilidades próprias e de seu contexto familiar, o adolescente encaminhou-se para a marginalidade, participando de grupos e cometendo atos infracionais.

Sua mãe insistia por uma internação, pois não suportava a situação do seu filho: bebendo e autor de vários atos infracionais e “sem limites”.

A mãe dizia: “não consigo colocar limites para ele”.

O adolescente apresentou dificuldades desde sua infância, como: transtorno desafiador de oposição (em relação à autoridade), desobediência ativa, baixa autoestima, mau prognóstico na vida adulta, transtorno de conduta, (a incidência aumentando com a idade, desrespeito aos direitos básicos das outras pessoas, roubo, difícil tratamento, abuso de substâncias psicoativas).

A mãe o encaminhou para consulta com clínico geral, neurologista e outros. A mãe sustentava também o vício do filho, pois temia que pudesse roubar por causa do vício.

O único vínculo que estabelece para com seu pai é “não sei quem é meu pai”.

É dessa forma que o adolescente se refere ao pai, sempre diz não saber quem ele é. O convívio social é estabelecido apenas com outros usuários de drogas.

Fica claro que suas dificuldades foram:

o nome do pai do adolescente não consta na sua certidão de nascimento, não foi uma gravidez planejada, ingestão de álcool durante os nove meses da gravidez, parto normal, mas com problemas sérios (anemia e broncopneumonia).

Felipe dormiu com a mãe até os oito anos de idade.

Apresenta-se lento em seu desenvolvimento, aprendendo a dar nó no cadarço do sapato somente aos quatorze anos.

Não gostava de ir para escola, denotando aparente hiperatividade.

Foi feita a avaliação diagnóstica, investigando os tratamentos anteriores. Felipe não fala sobre quais as drogas que ele utilizava, qual a frequência e a quantidade.

A mãe parou de trabalhar oito meses para acompanhar o processo do adolescente, mas diz: “ele continua com o uso de drogas, não respeita as regras”.

Após passar por testes para validar a avaliação psicológica solicitada pelo juiz, Felipe aceitou o tratamento na Comunidade Terapêutica, realizou os exames para sua internação, compareceu à consulta com psiquiatra, sendo medicado com Tecretol.

Realizou tratamento dentário e clínico geral. Em seguida fez seus documentos, carteira de identidade e CPF.

Felipe também queria aprender a fazer algo para vender e ganhar dinheiro. Seu desejo de vender revelava o desejo de produzir algo bom e oferecê-lo a alguém.

Essa experiência de trabalhar e de produzir, fazer algo, fez com que ele pudesse também oferecer coisas boas às pessoas, e não tão somente seus atos de infração ou fazer conexão com o mundo simplesmente através do uso/abuso de drogas.

Felipe hoje está casado, e ser pai deu a ele uma felicidade sem igual. 

Foi um processo doloroso, durou 4 anos esse acompanhamento.

Fique por dentro

Vamos resolver os Conflitos Familiares?

O Programa os conflitos familiares trabalha com a psicologia do desenvolvimento e processos de criação para o autoconhecimento e gerenciamento dos conflitos.

O que é trabalhado:

é um processo de aprendizagem com o uso da Psicoeducação, que é uma intervenção terapêutica para compreensão do transtorno e como será o seu tratamento, incluindo o conhecimento dos aspectos emocionais, capacitando as pessoas bem como os familiares, a enfrentar com  situações praticas as questões  vivenciadas pelo paciente nos momentos de conflitos e tensões. Visa buscar uma ordem interna, compreendendo  também a ordem que o mundo  expressa para o ser humano. Auxiliando no posicionamento da criança, do adulto e da família frente as informações que recebemos.

Temas: Traumas, sentimentos de não existência e ansiedade.

Acesse: https://www.apsicologiaonline.com.br/produto/programa-arte-de-viver-gerando-conflitos-familiares/

Família, Ponto final.

Tenho recebido muitas demandas em relação aos conflitos familiares. Do tipo: como devo lidar com meu filho adolescente? como monitorar minha filha que não larga o celular? Devo retirar? ou deixo?

O diálogo faz a diferença.

Sempre que estamos assistindo aos noticiários, percebemos como a família está dispersa. Parece que não teremos um ponto final nas tragédias, nas brigas entre os casais, nas dificuldades de compreender o filho, a filha.

A mãe com seu estresse do dia a dia, o pai com suas responsabilidades.

E quando a família tem dívida…

Como poderemos encontrar um fio condutor para esse conflitos?

Parece que a luz que surge no final do túnel é a compreensão, compreender o que acontece, porque acontece e colocar os pingos nos is.

Fácil???

Pode ser que sim.

Para os casais fica essa reflexão, como voces vão colocar um ponto final nas questões inacabadas?

Como entender que a paixão acaba e o amor que permanece.

Manter um relação duradoura dá trabalho. Veja:

Quando…
… há poucas conversas significativas – daquelas em que cada um se sente livre para falar sobre o que sente (dentro e fora da relação);… pelo menos um dos membros do casal começa a ter dúvidas (sobre os seus sentimentos ou sobre o futuro da relação);… um dos membros do casal constrói mentalmente cenários hipotéticos que não incluam o(a) companheiro(a);… deixa de existir programas românticos/ sem filhos;… o casal deixa de namorar,
é mais provável que a insatisfação cresça.

Alimente a relação, e busque sempre a conexão emocional.

Maria de Lourdes Batista

Cocaína e Depressão

A primeira informação, que se faz necessária para entender essa questão, é que as vezes é difícil para os usuários entender , que essa substância causa euforia intensa e rápida para logo em seguida promover uma depressão profunda.

O que é droga?

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), droga é qualquer substância química que altera a função biológica.

O que é a cocaína?

A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadu, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, o “pó”, “farinha”, “neve” ou “branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser aspirado (“cafungado”)ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, “baque”), ou sob a forma de base, o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbos”.

Efeitos tóxicos 

A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Em  quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, causa  irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranoia (chamada entre eles de “nóia”).  Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse  conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”. Além dos sintomas  descritos, o craquero e o usuário de merla perdem de forma muito marcante o interesse sexual.

Efeitos sobre outras partes do corpo

Os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada, inalada,endovenosa). Assim, o crack e a merla podem produzir aumento das pupilas , que prejudica a visão; é a chamada “visão borrada”. Ainda pode provocar dor no peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode elevar- se e o coração pode bater muito mais rapidamente (taquicardia). Em casos extremos, chega a produzir parada cardíaca por fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, conhecida como rabdomiólise.

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo de droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação. Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

Atendimento Online

  Veja o vídeo que mostra o funcionamento da cocaína no sistema nervoso central

Cigarro  x  Maconha

O senso comum vai dizer que a “maconha faz menos mal do que o cigarro”, a falta de informação neste sentido parece reforçar essa fala. No entanto vários anúncios sejam de revistas, da internet as manchetes são do tipo: “A maconha é menos prejudicial do que o álcool e tabaco”, também se fala: “Chega de desinformação, novas verdades sobre a Maconha, uma droga perigosa, sim.” . Nesse sentido essa polêmica e a comunicação eficaz  causam na vida das pessoas dúvidas em relação o cigarro e a maconha segundo artigo da  autora Santos . Em seguida farei um paralelo entre o  tabaco e a maconha, demonstrando seus malefícios no organismo, bem como o desenvolvimento da síndrome de abstinência e tolerância que estes tipos de drogas podem causar .

Segundo Gigliotti (2007), a maconha “no mínimo, ela faz tanto mal quanto cigarros que contêm nicotina”, vários autores vão dizer que a primeira experiência com a maconha acontece na adolescência, talvez pelo processo de transição que o adolescente atravessa segundo Aberastury (1981), então ele entra por essa via por curiosidade. O risco de reincidência do uso acontece devido às sensações de euforia, bem-estar e relaxamento causadas pela droga, sendo o seu principal componente psicoativo é o THC (tetrahidrocanabinol). A princípio, a maconha gera ansiedade, crises de pânico no usuário e diminuição de concentração, atenção, percepção e habilidade motora, fatores necessários para assimilação de tarefas importantes. O indivíduo sob efeito da maconha torna-se um agente de risco em potencial para provocar acidentes no trânsito. O desinteresse por si próprio e pelo que acontece ao ser redor também é uma característica do usuário em potencial da maconha.

No uso da maconha os efeitos variam muito, em relação a qualidade da erva e da quantidade consumida, trazendo os efeitos produzidos pelo seu  uso, temos  a taquicardia, tonturas, aumento do apetite,boca seca,dilatação das pupilas e outros.

Em relação ao tabaco o seu  princípio ativo é a nicotina, fumado nas formas de cigarro e outros. Pesquisas mostram que as pessoas começam a fumar a partir dos 16 anos, e desenvolve de forma rápida as características da dependência que implica o desenvolvimento de problemas clínicos como: dificuldade de controle do uso e apresentação dos sintomas de abstinência devido à falta ou diminuição de seu uso. A dependência ocorre de forma rápida, provavelmente porque a nicotina ativa o sistema dipaminérgico da área tegmentar ventral, o mesmo sistema afetado pela cocaína e pelas anfetaminas  segundo Resende.

A discussão sobre dependência de tabaco e suas comorbidades tem grande importância no contexto atual de tratamento. As comorbidades relacionadas ao uso de tabaco encontra-se em pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de humor bipolar e transtorno borderline de personalidade, entre outros. A relação entre tabagismo e depressão tem importância expressiva no contexto do tratamento da dependência da nicotina.

A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não fumante. Dentre elas temos várias substâncias radioativas, corantes, agrotóxicos, a NICOTINA, que é uma substância estimulante, e que causa a dependência do cigarro e são essas substâncias que prejudicam à saúde elas são mais consumidas por causa da dor que proporciona na sua ausência do que pelo prazer que causa na sua freqüência. A sensação é agradável, porém passageira. A dependência nasce daí, quanto mais se fuma, mais o organismo se adapta à droga.

Vale ressaltar que  o tabaco e a maconha essas drogas causam lesões a nível de sistema nervoso central e também são capazes de provocar tolerância e síndrome de abstinência. Bem como o uso concomitante dessas drogas geram ansiedade, euforia,e alterações na frequência cardíaca e problemas pulmonares como bronquite e câncer.

 

 

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