É possível sair das drogas?

É uma pergunta difícil de responder, porém existem pessoas que conseguiram , fizeram o seu processo de autoconhecimento e desenvolvimento . O sistema familiar colaborou com esse processo e assim sair das drogas é possível.

Deixo alguns depoimentos:

Entre o seu desenho e suas metas de recomeço de vida.

Depoimento I

Cassiano, presidiário, havia cometido um homicídio, mas não admitia.

O processo dele de psicoterapia durou cerca de 01 ano. A família de Cassiano era comprometida com o mundo do crime, pai, mãe, irmãos. Ninguém acreditava que um dia ele poderia sair da penitenciária.

De repente as motivações foram surgindo: descobriu uma espiritualidade, desejou conhecer sua filha e descobriu que gostava de trabalhar.

E mais, houve uma remissão de pena para ele, antes ele tinha um comportamento impulsivo na penitenciária que o comprometia bastante, não conseguia ficar um dia na rua que logo arrumava confusão.

De repente surge a mudança, o diálogo se estabelece entre ele e a psicóloga, entre ele e a filha, entre ele e o mundo externo, entre ele e sua fé.

Depoimento II

Antônio, empresário, 33 anos, tinha vários pensamentos e não conseguia dominá-los. Ele sempre pensava que as pessoas não gostavam dele e que tudo iria dar errado.

Na droga encontra conforto para aliviar sua dor. De repente está viciado em cocaína, não consegue controlar, mas consegue se superar no trabalho. Porém, para ficar ligado usa a cocaína, depois se envolve com o jogo e outros vícios que o arrastam para o fundo do poço.

Até que resolve pedir ajuda e faz um relato significativo, ele não conseguia controlar seus pensamentos; quando era criança pensava que era “burro” pois sua tia querida falou com ele, quando lhe ensinava o dever de casa. Ele relata que a partir dai tinha uma baixa estima e não conseguia conviver de forma “limpa” com as pessoas.

Podemos dizer que ele tinha o pensamento imaginativo.

O funcionamento imaginativo dependente da sensibilidade , que vibra de forma agradável ou dolorosa. Por vezes, nossa inteligência embeleza o real, ora imagina um futuro colorido, ou enfeita o real, ou imagina um futuro preto. Assim, decolamos do real e transforma o real. Ou seja, não vemos o que acontece de forma correta.

Como Antônio solicitou ajuda, conseguiu separar o real do imaginário, a sua dor e seu vício.

Então, começou a compreender o seu processo. É nesse sentido que vamos perceber o que fere a nossa sensibilidade.

Assim, Antônio percebeu sua transformação e teve atitudes de compromisso consigo mesmo.
Temos em nosso caminho de descoberta como pessoa humana, uma área importante, a sensibilidade . A sensibilidade é comparada a uma fita magnética que registra todo o nosso passado desde a concepção, passando pela infância e adolescência.

É preciso curar essa feridas, para então elaborar o vício que estabelece numa situação viciante.

Arte de Viver sem Vícios. Psicologia e Saúde Emocional.

A Arte de ser Tímido.

Engraçado essa expressão, encontrei-a no livro. E me ocorreu um questionamento: 
será que essa forma de ser é um dos motivos que leva o adolescente, o adulto a usar drogas?

Vamos refletir:
Você já pensou o quanto você é atraente? Alguns autores vão dizer; “melhor não saber, poderíamos nos tornar arrogantes”.

De um modo geral gostamos de alguns pontos físicos em nós, e de alguma coisa, mas nunca estamos conscientes de como somos.

Talvez então você possa concordar comigo: Somos todos tímidos.

A Arte grega propõe um padrão de beleza, um corpo escultural.

Ainda hoje ainda é assim.

Então nos dias mais difíceis, nosso espelho interior nos faz acreditar que somos deformados, como as gárgulas de Notre-Dame.

Finalizo hoje com essa expressão: “vejo meu reflexo, portanto sou.” Então, se veja no espelho, encontre você no seu corpo.

Maria de Lourdes Batista
Psicologa online.

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