Família, Ponto final.

Tenho recebido muitas demandas em relação aos conflitos familiares. Do tipo: como devo lidar com meu filho adolescente? como monitorar minha filha que não larga o celular? Devo retirar? ou deixo?

O diálogo faz a diferença.

Sempre que estamos assistindo aos noticiários, percebemos como a família está dispersa. Parece que não teremos um ponto final nas tragédias, nas brigas entre os casais, nas dificuldades de compreender o filho, a filha.

A mãe com seu estresse do dia a dia, o pai com suas responsabilidades.

E quando a família tem dívida…

Como poderemos encontrar um fio condutor para esse conflitos?

Parece que a luz que surge no final do túnel é a compreensão, compreender o que acontece, porque acontece e colocar os pingos nos is.

Fácil???

Pode ser que sim.

Para os casais fica essa reflexão, como voces vão colocar um ponto final nas questões inacabadas?

Como entender que a paixão acaba e o amor que permanece.

Manter um relação duradoura dá trabalho. Veja:

Quando…
… há poucas conversas significativas – daquelas em que cada um se sente livre para falar sobre o que sente (dentro e fora da relação);… pelo menos um dos membros do casal começa a ter dúvidas (sobre os seus sentimentos ou sobre o futuro da relação);… um dos membros do casal constrói mentalmente cenários hipotéticos que não incluam o(a) companheiro(a);… deixa de existir programas românticos/ sem filhos;… o casal deixa de namorar,
é mais provável que a insatisfação cresça.

Alimente a relação, e busque sempre a conexão emocional.

Maria de Lourdes Batista

Vista cansada

O Poder da Sensibilidade

O problema é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.

É necessário usar, sensibilidade e intuição para que haja criatividade.

Hoje, decidi deixar essa cronica de Otto Lara Resende para você leitor (a) verificar o como você tem vivido sua sensibilidade.

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O problema é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

Verifique o seu olhar.

Maria de Lourdes Batista

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