Roda de conversa sobre cores.

CORES, CORES… E MAIS CORES?

Há um ditado popular que diz: “À noite todos os gatos são pardos”. O que isso significa?

Um mundo de cores

Para responder a essa pergunta, talvez tenhamos que retroceder alguns séculos. Há uma explicação física? Filosófica? Ou seria apenas um dito popular, entre tantos que conhecemos, criado por uma ou mais pessoas em algum lugar do passado?

Bom, se todo ditado é considerado sabedoria popular, então “a voz do povo é a voz de Deus”, e nesta história de gatos, alguém deve ter razão…

Você sabe o que é pardo? Não? Se pardo fosse uma cor, que cor você acha que seria? Muitos cientistas acreditaram ou acreditam que existem somente três cores básicas (vermelho, verde e azul). Será? E onde fica o branco, o amarelo, o preto, o cinza…?

Há registros históricos que no século XVI e XVII alguns pesquisadores, como Newton e Descartes, buscavam explicar a existência das cores. Por exemplo, por que o céu é azul, o gramado e as folhagens são verdes ou os pássaros multicoloridos? Vivemos num mundo de cores, mas você já parou para pensar por que elas existem e por que as enxergamos? Teria uma relação com a luz? O que é luz?

“…E das trevas fez-se a luz…” Então ela é o início de tudo, da vida. De acordo com a Física moderna, a luz é uma onda eletromagnética, apresentando frequências vibratórias e diferentes comprimentos de ondas. Você já observou que num dia de sol e chuva ao mesmo tempo, forma-se um arco-íris no céu? Quais as cores que são possíveis identificar?

Esse fenômeno é a decomposição da luz branca (Sol) nas cores que a compõem. A chuva, neste caso, atua como um prisma, decompondo a luz.

cores primárias: vermelho, azul e amarelo.

Embora este fenômeno tenha sido investigado por vários cientistas, foi o inglês Isaac Newton, um dos físicos mais renomados da história da humanidade, que se destacou ao fracionar, por intermédio de um prisma, a luz branca nas cores do espectro cromático.

Quando a luz branca incide sobre a natureza ou sobre um objeto qualquer, este objeto, absorve algumas cores (comprimentos de onda), refletindo as que não absorveu. O comprimento de onda que o objeto não absorveu, mas refletiu, é a cor que enxergamos.

https://brasilescola.uol.com.br/fisica/a-dispersao-luz-branca.htm<http://www.physik.uni-bayreuth.de/physikstudium/images/prisma.jpg

“Enxergamos porque (…) durante a evolução humana, nossos olhos se adaptaram ao sol, de forma a ficarem mais sensíveis aos comprimentos de onda que ele irradia mais intensamente”. (RESNICK, 1979, p. 23)

Você concorda com esta hipótese? Por quê?

Partes da estrutura interna do olho:

Córnea: parte branca do olho na qual se localiza a íris.

Íris: parte circular colorida do olho na qual está a pupila que recebe a luz.

Cristalino: lente gelatinosa que focaliza a luz formando imagens na retina.

Retina: é composta pelos cones e bastonetes.

No olho humano encontramos células denominadas cones e bastonetes.

A sensibilidade do olho à cor se dá por meio de pigmentos sensíveis à luz, presentes nos cones. Os bastonetes distinguem as diferentes intensidades de brilho (preto e branco).

Muitos animais possuem apenas os bastonetes e por isso não enxergam a cor. Alguns deles, entretanto, enxergam melhor do que o homem, como por exemplo a águia (daí vem o dito popular “enxergar com olhos de águia”). Essa ave consegue enxergar uma parte dos raios infravermelhos, isso lhe permite caçar durante a noite, já que um corpo emite raios infravermelhos conforme a sua temperatura.

Para entendermos melhor a cor, podemos dividí-la em

cor-luz e cor-pigmento.

Cor-luz você já deve saber o que é, e a cor-pigmento é aquela que é percebida por meio de substâncias corantes na presença da luz.

As cores ainda podem ser divididas em primárias/puras (para serem formadas não precisam de mistura), secundárias (resultado da soma ou mistura de duas cores primárias), neutras, quentes, frias, complementares, entre outras.

Cores primárias são as cores puras, ou seja, que não podem ser criadas a partir da combinação de outras cores.

As cores primárias são: o amarelo, o vermelho e o azul.

Cores secundárias

Cores Secundárias: união de duas cores primárias, por exemplo, verde (azul e amarelo), laranja (amarelo e vermelho) e roxo ou violeta (vermelho e azul).

E o pardo? Você já descobriu se é uma cor? E se fosse, onde estaria classificada? Será que a mistura de várias cores resultaria em alguma cor específica?

O branco e o preto podem ser classificados como cores neutras.

E a mistura delas formaria que cores?

Sabemos que o branco é a soma de todas as cores da cor-luz. Lembram do prisma e do arco-íris decompondo a luz do sol nas diversas cores?

Na cor-pigmento ela é ausência de cor.

O preto é a soma de todas as cores da cor-pigmento e a ausência total de cor na cor-luz. Quando um objeto nos parece preto é porque absorveu todos os raios coloridos da luz (artificial ou do Sol) e não refletiu nenhum. E quando parece branco?

Este é um dos motivos pelo qual usamos roupas de tons claros no verão (para sentirmos menos calor) e roupas de tons escuros no inverno (para ficarmos mais aquecidos). Com certeza você já deve ter ouvido falar em tons da moda, que serão usados em roupas em determinada estação, não é mesmo?

Quando acrescentamos o branco e o preto em cores puras, conseguimos os diversos tons destas cores. Por exemplo:

Vermelho puro ao preto

Vermelho puro ao branco

Cores quentes e frias

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Essa relação de “temperaturas” cromáticas tem seu ponto de partida em três cores do arco-íris: azul, vermelho e amarelo. Delas, o azul é considerada cor fria, ao passo que o vermelho e o amarelo são consideradas cores quentes e são associadas espontaneamente a calor, fogo, sol. O azul é associado ao céu, gelo e frio (OSTROWER, 1983, p. 243).

As cores quentes e frias assumem posições contrastantes: as cores quentes avançam, expandindo-se, enquanto que as cores frias recuam, retraindo-se.

É importante sabermos que, dependendo da posição espacial e da mistura de cada cor, uma cor fria pode tornar-se quente e vice-versa.

Observe este exemplo:

O verde (amarelo + azul), considerado também como uma cor fria será sempre mais quente ao lado de um azul (pelo componente amarelo da mistura) e assim por diante. Segundo Ostrower (1983), cada cor se distingue dentro de sua própria gama em tons quentes e frios, avançando ou recuando-se no espaço.

E das cores complementares você já ouviu falar?

Concentre-se na bandeira do Brasil por 25 segundos. Em seguida, olhe para um espaço branco.

O que aconteceu? Que cores você enxergou? Elas representam as cores originais ou apenas se aproximam?

Com certeza, você deve ter achado muito interessante o que ocorreu. Então faça uma pesquisa com a ajuda e sugestões do seu professor(a) a respeito das cores complementares e o efeito visual que elas provocam quando usadas nas pinturas, propagandas ou desenhos.

As cores no nosso dia-a-dia

 

A cor, elemento fundamental em qualquer processo de comunicação, merece uma atenção especial. É um componente com grande influência no dia a dia de uma pessoa, interferindo nos sentidos, emoções e intelecto. Ela tem capacidade de captar rapidamente – e sob um domínio emotivo – a atenção do comprador. Além disso, exerce ação tríplice:

Impressiona – Quando ela é vista impressiona a retina.

Expressa – Quando sentida provoca emoção.

Constrói – Possui um valor de símbolo, podendo assim, construir uma linguagem que comunique uma ideia.

As cores são elementos presentes em nossa vida de diversas formas,  aparecendo nas roupas, nos ambientes, na alimentação, e em tantas outras coisas, como, por exemplo, no tratamento de doenças, pois cada uma tem uma vibração que afeta o corpo e a mente, ativando as glândulas humanas e as funções orgânicas, fortalecendo o sistema imunológico.

Registros históricos indicam que as cores começaram a ser utilizadas por nossos primeiros ancestrais para atrair a caça, passando ao longo dos anos a ter maior papel nas culturas e religiões, como na Índia e China, cuja aplicação se dá em forma de energias, ou no Ocidente, onde as religiões utilizaram coloração das roupas para definir hierarquias cristãs.  

Maria de Lourdes Batista

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