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O Adolescente e as drogas.

O único vínculo que estabelece para com seu pai é “não sei quem é meu pai”.


Hoje vou falar de um caso, um adolescente infrator e seu trauma – ele não conhecia seu pai e não tinha seu nome na certidão de nascimento.

É importante ter o nome do pai na certidão de nascimento?

Conheci esse adolescente com seus 11 anos de idade, ele já conhecia uma arma, já tinha uma arma em suas mãos.

Seu nome – Felipe, ele tinha grande dificuldade de usar as palavras, o que ele dizia era: “hum”, “sim”, “né”, “não sei”.

Além de suas fragilidades próprias e de seu contexto familiar, o adolescente encaminhou-se para a marginalidade, participando de grupos e cometendo atos infracionais.

Sua mãe insistia por uma internação, pois não suportava a situação do seu filho: bebendo e autor de vários atos infracionais e “sem limites”.

A mãe dizia: “não consigo colocar limites para ele”.

O adolescente apresentou dificuldades desde sua infância, como: transtorno desafiador de oposição (em relação à autoridade), desobediência ativa, baixa autoestima, mau prognóstico na vida adulta, transtorno de conduta, (a incidência aumentando com a idade, desrespeito aos direitos básicos das outras pessoas, roubo, difícil tratamento, abuso de substâncias psicoativas).

A mãe o encaminhou para consulta com clínico geral, neurologista e outros. A mãe sustentava também o vício do filho, pois temia que pudesse roubar por causa do vício.

O único vínculo que estabelece para com seu pai é “não sei quem é meu pai”.

É dessa forma que o adolescente se refere ao pai, sempre diz não saber quem ele é. O convívio social é estabelecido apenas com outros usuários de drogas.

Fica claro que suas dificuldades foram:

o nome do pai do adolescente não consta na sua certidão de nascimento, não foi uma gravidez planejada, ingestão de álcool durante os nove meses da gravidez, parto normal, mas com problemas sérios (anemia e broncopneumonia).

Felipe dormiu com a mãe até os oito anos de idade.

Apresenta-se lento em seu desenvolvimento, aprendendo a dar nó no cadarço do sapato somente aos quatorze anos.

Não gostava de ir para escola, denotando aparente hiperatividade.

Foi feita a avaliação diagnóstica, investigando os tratamentos anteriores. Felipe não fala sobre quais as drogas que ele utilizava, qual a frequência e a quantidade.

A mãe parou de trabalhar oito meses para acompanhar o processo do adolescente, mas diz: “ele continua com o uso de drogas, não respeita as regras”.

Após passar por testes para validar a avaliação psicológica solicitada pelo juiz, Felipe aceitou o tratamento na Comunidade Terapêutica, realizou os exames para sua internação, compareceu à consulta com psiquiatra, sendo medicado com Tecretol.

Realizou tratamento dentário e clínico geral. Em seguida fez seus documentos, carteira de identidade e CPF.

Felipe também queria aprender a fazer algo para vender e ganhar dinheiro. Seu desejo de vender revelava o desejo de produzir algo bom e oferecê-lo a alguém.

Essa experiência de trabalhar e de produzir, fazer algo, fez com que ele pudesse também oferecer coisas boas às pessoas, e não tão somente seus atos de infração ou fazer conexão com o mundo simplesmente através do uso/abuso de drogas.

Felipe hoje está casado, e ser pai deu a ele uma felicidade sem igual. 

Foi um processo doloroso, durou 4 anos esse acompanhamento.

Não toque na droga – Cocaína

Informações.

A cocaína é a segunda droga ilícita mais traficada no mundo. As estatísticas mais recentes mostram que as apreensões internacionais de cocaína continuam aumentando e hoje chegam a 756 toneladas, com as maiores quantidades interceptadas na América do Sul, seguida pela América do Norte.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgada em dezembro de 2013, 3 milhões de pessoas usam com frequência cocaína e crack, o dobro dos 1,5 milhão de pessoas que usam maconha diariamente. 20% do mercado mundial de crack e cocaína são representados pelo Brasil. 45% dos usuários experimentaram cocaína pela primeira vez antes dos 18 anos.

Em 2006, nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde relatou que 35,3 milhões de americanos com idade de 12 anos ou mais informaram ter usado cocaína. Também foi constatado que 8,6 milhões de americanos com 12 anos ou mais usaram crack. Entre os pesquisados na idade de 18 a 25 anos, 6,9% disseram ter usado cocaína (incluindo o crack) durante o ano anterior. Conforme o Estudo de Monitoramento do Futuro de 2006, feito pelo Instituto Nacional contra o Abuso de Drogas, 8,5% dos estudantes do ensino médio usaram cocaína alguma vez nas suas vidas.

Nos Estados Unidos, a cocaína continua sendo a droga ilícita mais mencionada pelos prontos-socorros na Rede de Alerta sobre Abuso de Drogas. Em 2005, foram registradas 448.481 entradas nos prontos-socorros envolvendo uso de cocaína.

“O meu amigo vinha usando drogas por quatro anos, três deles usando drogas pesadas como cocaína, LSD, morfina e muitos antidepressivos e analgésicos. Na verdade qualquer coisa que ele pudesse conseguir. Ele se queixava o tempo todo de dores terríveis no corpo e estava cada vez pior até que ele finalmente foi ver um médico.

“O médico lhe disse que não podia fazer nada por ele e que por causa da deterioração do seu corpo, ele não iria viver muito. Dentro de dias, ele morreu.” — Dwayne

Depois da metanfetamina, a cocaína é a droga que cria a maior dependência psicológica de todas. Estimula centros chaves de prazer no cérebro e causa uma euforia extremamente elevada.

A tolerância à cocaína se desenvolve rapidamente — o usuário logo deixa de sentir o mesmo prazer de antes com a mesma quantidade de cocaína.

Eu não tinha mais futuro. Não via como poderia escapar da minha dependência de cocaína. Eu estava perdida. Estava ‘explodindo’ e incapaz de parar de usar cocaína. Alucinava pensando que tinha bichos rastejando debaixo da minha pele. Sentia isso cada vez que me injetava e para fazer eles saírem, me raspava com a ponta da seringa até começar a sangrar. Uma vez eu sangrei tanto por causa disto que tive de ser levada para o hospital.”— Maria 

Quais são os efeitos da cocaína a curto prazo?

A cocaína causa uma euforia intensa e rápida, seguida imediatamente pelo oposto — depressão intensa, pressão alta e fissura por mais droga. As pessoas que a usam não comem nem dormem adequadamente. Elas podem experimentar taquicardia, espasmos musculares e convulsões. A droga pode fazer com que as pessoas se sintam paranoicas1, furiosas, hostis e ansiosas — mesmo quando não estão no barato.

Independente do aumento da quantidade ou frequência do uso, a cocaína aumenta o risco de o usuário ter um ataque cardíaco, derrame cerebral, convulsões ou insuficiência respiratória, sendo que qualquer um destes pode resultar em morte súbita.

Fonte: A verdade sobre a cocaína 

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