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Como melhorar da depressão pós cocaína?

Pergunta feita pelo leitor do site www.apsicologiaonline.com.br

Olá Antônio, se você fala sobre depressão o seu uso de cocaína já tem prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo para sua vida.

Esse é o primeiro passo, tomar consciência do grau de comprometimento que você se encontra. A cocaína faz parte do grupo que atua no Sistema Nervoso Central, é uma droga que estimula esse sistema acelera a atividade do SNC (euforia, agitação psicomotora, inibição da fome,sensação de coragem e poder).


Na sua história pessoal o quadro de depressão poderá ser uma realidade, ou seja pessoas da sua família tem ou tiveram depressão- com o uso da cocaína tem fator agravante.
O quadro depressivo é comum na vida de usuários de substâncias químicas e pode trazer graves consequências se não tiver o acompanhamento adequado.
O uso de drogas está relacionado com os problemas pessoais.
Existe também a possibilidade de quando o consumo da substância é cortado subitamente pode ocorrer a chamada síndrome de abstinência, que consiste em efeitos contrários aos causados pelas drogas. Por esse motivo, a parada repentina no uso de certas substâncias químicas também pode levar a um estado depressivo, fazendo com que o indivíduo se sinta abatido e triste, sendo invadido por pensamentos negativos.


Você pergunta como melhorar da depressão após o uso?


O primeiro passo é buscar ajuda profissional, por isso descrevi esse percurso, você pode ter uma depressão ou um estado depressivo, é preciso investigar o quadro em que você se encontra.
Procure um profissional que tenha especialização em dependência química e faça um processo de autoconhecimento.

Fique bem.
Maria de Lourdes Batista

Arte de Viver sem Vícios.

É possível sair das drogas?

É uma pergunta difícil de responder, porém existem pessoas que conseguiram , fizeram o seu processo de autoconhecimento e desenvolvimento . O sistema familiar colaborou com esse processo e assim sair das drogas é possível.

Deixo alguns depoimentos:

Entre o seu desenho e suas metas de recomeço de vida.

Depoimento I

Cassiano, presidiário, havia cometido um homicídio, mas não admitia.

O processo dele de psicoterapia durou cerca de 01 ano. A família de Cassiano era comprometida com o mundo do crime, pai, mãe, irmãos. Ninguém acreditava que um dia ele poderia sair da penitenciária.

De repente as motivações foram surgindo: descobriu uma espiritualidade, desejou conhecer sua filha e descobriu que gostava de trabalhar.

E mais, houve uma remissão de pena para ele, antes ele tinha um comportamento impulsivo na penitenciária que o comprometia bastante, não conseguia ficar um dia na rua que logo arrumava confusão.

De repente surge a mudança, o diálogo se estabelece entre ele e a psicóloga, entre ele e a filha, entre ele e o mundo externo, entre ele e sua fé.

Depoimento II

Antônio, empresário, 33 anos, tinha vários pensamentos e não conseguia dominá-los. Ele sempre pensava que as pessoas não gostavam dele e que tudo iria dar errado.

Na droga encontra conforto para aliviar sua dor. De repente está viciado em cocaína, não consegue controlar, mas consegue se superar no trabalho. Porém, para ficar ligado usa a cocaína, depois se envolve com o jogo e outros vícios que o arrastam para o fundo do poço.

Até que resolve pedir ajuda e faz um relato significativo, ele não conseguia controlar seus pensamentos; quando era criança pensava que era “burro” pois sua tia querida falou com ele, quando lhe ensinava o dever de casa. Ele relata que a partir dai tinha uma baixa estima e não conseguia conviver de forma “limpa” com as pessoas.

Podemos dizer que ele tinha o pensamento imaginativo.

O funcionamento imaginativo dependente da sensibilidade , que vibra de forma agradável ou dolorosa. Por vezes, nossa inteligência embeleza o real, ora imagina um futuro colorido, ou enfeita o real, ou imagina um futuro preto. Assim, decolamos do real e transforma o real. Ou seja, não vemos o que acontece de forma correta.

Como Antônio solicitou ajuda, conseguiu separar o real do imaginário, a sua dor e seu vício.

Então, começou a compreender o seu processo. É nesse sentido que vamos perceber o que fere a nossa sensibilidade.

Assim, Antônio percebeu sua transformação e teve atitudes de compromisso consigo mesmo.
Temos em nosso caminho de descoberta como pessoa humana, uma área importante, a sensibilidade . A sensibilidade é comparada a uma fita magnética que registra todo o nosso passado desde a concepção, passando pela infância e adolescência.

É preciso curar essa feridas, para então elaborar o vício que estabelece numa situação viciante.

Arte de Viver sem Vícios. Psicologia e Saúde Emocional.

Cocaína e Depressão

A primeira informação, que se faz necessária para entender essa questão, é que as vezes é difícil para os usuários entender , que essa substância causa euforia intensa e rápida para logo em seguida promover uma depressão profunda.

O que é droga?

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), droga é qualquer substância química que altera a função biológica.

O que é a cocaína?

A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadu, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, o “pó”, “farinha”, “neve” ou “branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser aspirado (“cafungado”)ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, “baque”), ou sob a forma de base, o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbos”.

Efeitos tóxicos 

A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Em  quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, causa  irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranoia (chamada entre eles de “nóia”).  Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse  conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”. Além dos sintomas  descritos, o craquero e o usuário de merla perdem de forma muito marcante o interesse sexual.

Efeitos sobre outras partes do corpo

Os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada, inalada,endovenosa). Assim, o crack e a merla podem produzir aumento das pupilas , que prejudica a visão; é a chamada “visão borrada”. Ainda pode provocar dor no peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode elevar- se e o coração pode bater muito mais rapidamente (taquicardia). Em casos extremos, chega a produzir parada cardíaca por fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, conhecida como rabdomiólise.

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo de droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação. Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

Atendimento Online

  Veja o vídeo que mostra o funcionamento da cocaína no sistema nervoso central

Cigarro  x  Maconha

O senso comum vai dizer que a “maconha faz menos mal do que o cigarro”, a falta de informação neste sentido parece reforçar essa fala. No entanto vários anúncios sejam de revistas, da internet as manchetes são do tipo: “A maconha é menos prejudicial do que o álcool e tabaco”, também se fala: “Chega de desinformação, novas verdades sobre a Maconha, uma droga perigosa, sim.” . Nesse sentido essa polêmica e a comunicação eficaz  causam na vida das pessoas dúvidas em relação o cigarro e a maconha segundo artigo da  autora Santos . Em seguida farei um paralelo entre o  tabaco e a maconha, demonstrando seus malefícios no organismo, bem como o desenvolvimento da síndrome de abstinência e tolerância que estes tipos de drogas podem causar .

Segundo Gigliotti (2007), a maconha “no mínimo, ela faz tanto mal quanto cigarros que contêm nicotina”, vários autores vão dizer que a primeira experiência com a maconha acontece na adolescência, talvez pelo processo de transição que o adolescente atravessa segundo Aberastury (1981), então ele entra por essa via por curiosidade. O risco de reincidência do uso acontece devido às sensações de euforia, bem-estar e relaxamento causadas pela droga, sendo o seu principal componente psicoativo é o THC (tetrahidrocanabinol). A princípio, a maconha gera ansiedade, crises de pânico no usuário e diminuição de concentração, atenção, percepção e habilidade motora, fatores necessários para assimilação de tarefas importantes. O indivíduo sob efeito da maconha torna-se um agente de risco em potencial para provocar acidentes no trânsito. O desinteresse por si próprio e pelo que acontece ao ser redor também é uma característica do usuário em potencial da maconha.

No uso da maconha os efeitos variam muito, em relação a qualidade da erva e da quantidade consumida, trazendo os efeitos produzidos pelo seu  uso, temos  a taquicardia, tonturas, aumento do apetite,boca seca,dilatação das pupilas e outros.

Em relação ao tabaco o seu  princípio ativo é a nicotina, fumado nas formas de cigarro e outros. Pesquisas mostram que as pessoas começam a fumar a partir dos 16 anos, e desenvolve de forma rápida as características da dependência que implica o desenvolvimento de problemas clínicos como: dificuldade de controle do uso e apresentação dos sintomas de abstinência devido à falta ou diminuição de seu uso. A dependência ocorre de forma rápida, provavelmente porque a nicotina ativa o sistema dipaminérgico da área tegmentar ventral, o mesmo sistema afetado pela cocaína e pelas anfetaminas  segundo Resende.

A discussão sobre dependência de tabaco e suas comorbidades tem grande importância no contexto atual de tratamento. As comorbidades relacionadas ao uso de tabaco encontra-se em pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de humor bipolar e transtorno borderline de personalidade, entre outros. A relação entre tabagismo e depressão tem importância expressiva no contexto do tratamento da dependência da nicotina.

A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não fumante. Dentre elas temos várias substâncias radioativas, corantes, agrotóxicos, a NICOTINA, que é uma substância estimulante, e que causa a dependência do cigarro e são essas substâncias que prejudicam à saúde elas são mais consumidas por causa da dor que proporciona na sua ausência do que pelo prazer que causa na sua freqüência. A sensação é agradável, porém passageira. A dependência nasce daí, quanto mais se fuma, mais o organismo se adapta à droga.

Vale ressaltar que  o tabaco e a maconha essas drogas causam lesões a nível de sistema nervoso central e também são capazes de provocar tolerância e síndrome de abstinência. Bem como o uso concomitante dessas drogas geram ansiedade, euforia,e alterações na frequência cardíaca e problemas pulmonares como bronquite e câncer.

 

 

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