• Home
  • Autor: Maria de Lourdes Batista

Roda de conversa sobre cores.

CORES, CORES… E MAIS CORES?

Há um ditado popular que diz: “À noite todos os gatos são pardos”. O que isso significa?

Um mundo de cores

Para responder a essa pergunta, talvez tenhamos que retroceder alguns séculos. Há uma explicação física? Filosófica? Ou seria apenas um dito popular, entre tantos que conhecemos, criado por uma ou mais pessoas em algum lugar do passado?

Bom, se todo ditado é considerado sabedoria popular, então “a voz do povo é a voz de Deus”, e nesta história de gatos, alguém deve ter razão…

Você sabe o que é pardo? Não? Se pardo fosse uma cor, que cor você acha que seria? Muitos cientistas acreditaram ou acreditam que existem somente três cores básicas (vermelho, verde e azul). Será? E onde fica o branco, o amarelo, o preto, o cinza…?

Há registros históricos que no século XVI e XVII alguns pesquisadores, como Newton e Descartes, buscavam explicar a existência das cores. Por exemplo, por que o céu é azul, o gramado e as folhagens são verdes ou os pássaros multicoloridos? Vivemos num mundo de cores, mas você já parou para pensar por que elas existem e por que as enxergamos? Teria uma relação com a luz? O que é luz?

“…E das trevas fez-se a luz…” Então ela é o início de tudo, da vida. De acordo com a Física moderna, a luz é uma onda eletromagnética, apresentando frequências vibratórias e diferentes comprimentos de ondas. Você já observou que num dia de sol e chuva ao mesmo tempo, forma-se um arco-íris no céu? Quais as cores que são possíveis identificar?

Esse fenômeno é a decomposição da luz branca (Sol) nas cores que a compõem. A chuva, neste caso, atua como um prisma, decompondo a luz.

cores primárias: vermelho, azul e amarelo.

Embora este fenômeno tenha sido investigado por vários cientistas, foi o inglês Isaac Newton, um dos físicos mais renomados da história da humanidade, que se destacou ao fracionar, por intermédio de um prisma, a luz branca nas cores do espectro cromático.

Quando a luz branca incide sobre a natureza ou sobre um objeto qualquer, este objeto, absorve algumas cores (comprimentos de onda), refletindo as que não absorveu. O comprimento de onda que o objeto não absorveu, mas refletiu, é a cor que enxergamos.

https://brasilescola.uol.com.br/fisica/a-dispersao-luz-branca.htm<http://www.physik.uni-bayreuth.de/physikstudium/images/prisma.jpg

“Enxergamos porque (…) durante a evolução humana, nossos olhos se adaptaram ao sol, de forma a ficarem mais sensíveis aos comprimentos de onda que ele irradia mais intensamente”. (RESNICK, 1979, p. 23)

Você concorda com esta hipótese? Por quê?

Partes da estrutura interna do olho:

Córnea: parte branca do olho na qual se localiza a íris.

Íris: parte circular colorida do olho na qual está a pupila que recebe a luz.

Cristalino: lente gelatinosa que focaliza a luz formando imagens na retina.

Retina: é composta pelos cones e bastonetes.

No olho humano encontramos células denominadas cones e bastonetes.

A sensibilidade do olho à cor se dá por meio de pigmentos sensíveis à luz, presentes nos cones. Os bastonetes distinguem as diferentes intensidades de brilho (preto e branco).

Muitos animais possuem apenas os bastonetes e por isso não enxergam a cor. Alguns deles, entretanto, enxergam melhor do que o homem, como por exemplo a águia (daí vem o dito popular “enxergar com olhos de águia”). Essa ave consegue enxergar uma parte dos raios infravermelhos, isso lhe permite caçar durante a noite, já que um corpo emite raios infravermelhos conforme a sua temperatura.

Para entendermos melhor a cor, podemos dividí-la em

cor-luz e cor-pigmento.

Cor-luz você já deve saber o que é, e a cor-pigmento é aquela que é percebida por meio de substâncias corantes na presença da luz.

As cores ainda podem ser divididas em primárias/puras (para serem formadas não precisam de mistura), secundárias (resultado da soma ou mistura de duas cores primárias), neutras, quentes, frias, complementares, entre outras.

Cores primárias são as cores puras, ou seja, que não podem ser criadas a partir da combinação de outras cores.

As cores primárias são: o amarelo, o vermelho e o azul.

Cores secundárias

Cores Secundárias: união de duas cores primárias, por exemplo, verde (azul e amarelo), laranja (amarelo e vermelho) e roxo ou violeta (vermelho e azul).

E o pardo? Você já descobriu se é uma cor? E se fosse, onde estaria classificada? Será que a mistura de várias cores resultaria em alguma cor específica?

O branco e o preto podem ser classificados como cores neutras.

E a mistura delas formaria que cores?

Sabemos que o branco é a soma de todas as cores da cor-luz. Lembram do prisma e do arco-íris decompondo a luz do sol nas diversas cores?

Na cor-pigmento ela é ausência de cor.

O preto é a soma de todas as cores da cor-pigmento e a ausência total de cor na cor-luz. Quando um objeto nos parece preto é porque absorveu todos os raios coloridos da luz (artificial ou do Sol) e não refletiu nenhum. E quando parece branco?

Este é um dos motivos pelo qual usamos roupas de tons claros no verão (para sentirmos menos calor) e roupas de tons escuros no inverno (para ficarmos mais aquecidos). Com certeza você já deve ter ouvido falar em tons da moda, que serão usados em roupas em determinada estação, não é mesmo?

Quando acrescentamos o branco e o preto em cores puras, conseguimos os diversos tons destas cores. Por exemplo:

Vermelho puro ao preto

Vermelho puro ao branco

Cores quentes e frias

<

Essa relação de “temperaturas” cromáticas tem seu ponto de partida em três cores do arco-íris: azul, vermelho e amarelo. Delas, o azul é considerada cor fria, ao passo que o vermelho e o amarelo são consideradas cores quentes e são associadas espontaneamente a calor, fogo, sol. O azul é associado ao céu, gelo e frio (OSTROWER, 1983, p. 243).

As cores quentes e frias assumem posições contrastantes: as cores quentes avançam, expandindo-se, enquanto que as cores frias recuam, retraindo-se.

É importante sabermos que, dependendo da posição espacial e da mistura de cada cor, uma cor fria pode tornar-se quente e vice-versa.

Observe este exemplo:

O verde (amarelo + azul), considerado também como uma cor fria será sempre mais quente ao lado de um azul (pelo componente amarelo da mistura) e assim por diante. Segundo Ostrower (1983), cada cor se distingue dentro de sua própria gama em tons quentes e frios, avançando ou recuando-se no espaço.

E das cores complementares você já ouviu falar?

Concentre-se na bandeira do Brasil por 25 segundos. Em seguida, olhe para um espaço branco.

O que aconteceu? Que cores você enxergou? Elas representam as cores originais ou apenas se aproximam?

Com certeza, você deve ter achado muito interessante o que ocorreu. Então faça uma pesquisa com a ajuda e sugestões do seu professor(a) a respeito das cores complementares e o efeito visual que elas provocam quando usadas nas pinturas, propagandas ou desenhos.

As cores no nosso dia-a-dia

 

A cor, elemento fundamental em qualquer processo de comunicação, merece uma atenção especial. É um componente com grande influência no dia a dia de uma pessoa, interferindo nos sentidos, emoções e intelecto. Ela tem capacidade de captar rapidamente – e sob um domínio emotivo – a atenção do comprador. Além disso, exerce ação tríplice:

Impressiona – Quando ela é vista impressiona a retina.

Expressa – Quando sentida provoca emoção.

Constrói – Possui um valor de símbolo, podendo assim, construir uma linguagem que comunique uma ideia.

As cores são elementos presentes em nossa vida de diversas formas,  aparecendo nas roupas, nos ambientes, na alimentação, e em tantas outras coisas, como, por exemplo, no tratamento de doenças, pois cada uma tem uma vibração que afeta o corpo e a mente, ativando as glândulas humanas e as funções orgânicas, fortalecendo o sistema imunológico.

Registros históricos indicam que as cores começaram a ser utilizadas por nossos primeiros ancestrais para atrair a caça, passando ao longo dos anos a ter maior papel nas culturas e religiões, como na Índia e China, cuja aplicação se dá em forma de energias, ou no Ocidente, onde as religiões utilizaram coloração das roupas para definir hierarquias cristãs.  

Roda de Conversa sobre Arte

Querido leitor (a), vamos continuar nossa roda de conversa, principalmente no início do ano, como é importante estudar, trocar ideias para inovar as aulas ou aprofundar tornando as aulas de arte mais criativas.

Estesia, o que é?

Estesia, hoje é uma palavra nova para todos nós, é uma palavra ligada a nossa sensibilidade, a sensibilidade do educando. Como vemos o mundo e como percebemos os nossos sentidos. Tudo o que o nosso corpo consegue perceber. O professor organiza o ambiente, daí a aprendizagem acontece melhor. Favorecer que o aluno perceba as suas sensações.

Aulas de Arte

O ensino da arte deve estar em consonância com a contemporaneidade. A sala de aula deve ser um espelho do atelier do artista ou do laboratório do cientista. Neles são desenvolvidas pesquisas, técnicas são criadas e recriadas, e o processo criador toma forma de maneira viva, dinâmica. A pesquisa e a construção do conhecimento é um valor tanto para o educador quanto para o educando, rompendo com a relação sujeito/objeto do ensino tradicional. Este processo poderá ser desafiador. Delimite-se o ponto de partida e o ponto de chegada será resultante da experimentação. Dessa forma, o ensino da arte estará intimamente ligado ao interesse de quem aprende.

Esta maneira de propor o ensino da arte rompe barreiras de exclusão, visto que a prática educativa está embasada não no talento ou no dom, mas na capacidade de experiência de cada um. Dessa forma, estimula-se os educando a se arriscarem a desenhar, representar, dançar, tocar, escrever, pois trata-se de uma vivência, e não de uma competição. Para que esta afirmação se torne uma realidade, acreditamos que é através do espaço educativo que se possa efetivamente dar uma contribuição no sentido de possibilitar o acesso à arte a uma grande maioria de crianças e jovens. Sendo a escola o primeiro espaço formal onde se dá o desenvolvimento de cidadãos, nada melhor que por aí se dê o contato sistematizado com o universo artístico e suas linguagens: artes visuais, teatro, dança e música .

O QUE SIGNIFICA METODOLOGIA?

Considerando a diversidade metodológica, faz-se necessário primeiramente conceituá-la: a metodologia estuda os métodos de ensino, classificando-os e descrevendo-os, sem julgar ou dar algum valor.

Quanto ao significado etimológico da palavra refere-se ao caminho a seguir para alcançar algum fim (PILETTI, 1995, p.102). Assim, a metodologia se torna um roteiro geral para a atividade, indicando as linhas de ação utilizadas em sala de aula, sendo um meio de transmitir os conteúdos curriculares e alcançar os objetivos propostos.

A metodologia não deve ser confundida com a teoria, pois só se interessa pela validade e não pelo conteúdo, nem pelos procedimentos (métodos e técnicas), à medida que o interesse e o valor destes está na capacidade de fornecer certos conhecimentos.

Ao responder sobre o como fazer após ter-se definido o que é importante trabalhar o educador busca conhecer a realidade, integrando saberes teóricos e empíricos, em diferentes áreas e escalas de planejamento: macro e micro, ou exploratório e analítico.

Segundo esse conceito, é possível destacar vários elementos, tais como os instrumentos (métodos e técnicas), os objetos (materiais) e as referências teóricas. A harmonização e a integração balanceada desses elementos definem a metodologia.

Por isso, a importância do plano de curso para nortear os planos de aula e projetos.

Segue sugestões:

Roda de Conversa

Ensino da Arte na escola

Prezados leitores, como professora de Artes, psicopedagoga e psicologa, decide criar essa Roda de Conversa no site para trazer alguns informes sobre o que a arte provoca nos alunos, seja no Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Tenho visto, muitos professores com dificuldades para elaboração de Planos de Curso. Acredito que essas informações vão colaborar com os professores.


Tendo em mente que para a educação caminhar em direção à emancipação humana, estimulando a formação da consciência, ela deve possibilitar condições para o aluno refletir, perceber, compreender e analisar a natureza histórica de seu contexto. A linguagem da arte na educação tem um papel fundamental no desenvolvimento do aluno, envolvendo os aspectos cognitivos, sensíveis e culturais. Por meio do contato com objetos e materiais artísticos é possível ampliar o conhecimento de mundo do aluno, levando-os a conhecer as diversidades culturais, políticas, econômicas e sociais dos momentos históricos, além de explorar as diversas formas de expressão artística. A arte desenvolve a consciência social e a reciprocidade, contribuindo para a formação de sua percepção de mundo, promovendo a integração social. Através da arte, os alunos são estimulados a ser conscientes da necessidade de transformação social, uma vez que, ao compreenderem melhor o que está posto pela sociedade que os cerca, conseguirão agir de forma ativa, mostrando sua essência criativa, crítica, compreensiva e transformadora. Além de estimular os sentidos do aluno através do conhecimento sobre as artes, da interpretação de objetos artísticos e de reflexões, a aprendizagem artística estimula o educando a desenvolver sua capacidade criativa.

Ao libertar as potencialidades criadoras, conhecendo novos materiais e usando-os em situações vivenciais, cada aluno adquire sua autonomia e o respeito com as criações dos outros. Por meio da educação estética, colocaremos os alunos em contato com os sons, imagens, movimentos, ferramentas e materiais, estimulando assim os seus sentidos, e motivando a imaginação criadora, a expressão, a capacidade estética, as possibilidades de improvisação e de transformação, indo para além da superficialidade, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, crítico, estético e social. O acesso aos conteúdos artísticos será estimulado de forma a contribuir e possibilitar o surgimento de novos valores e significados no campo da arte e da cultura. As atividades são planejadas para que o educando possa, através da ação, aprofundar o conhecimento e a experimentação estética, pautando-se numa relação com o belo através da história. Em síntese, com o ensino da arte possibilitamos a apreciação e experimentação, ao educando, das diversas manifestações artísticas (artes visuais, teatro, dança e música), compreendendo-as nos mais variados contextos sociais como formas de expressão do ser humano através do tempo. Proporcionaremos através das atividades práticas um pensar e agir na transformação dos objetos, cores, sons, gestos, a ressignificação dos próprios costumes, atitudes e valores, fazendo com que realizem produções artísticas individuais e coletivas usando as diferentes linguagens da arte.

Refletiremos sobre o contexto onde estão inseridas as obras, instrumentalizando a investigação da realidade e a constituição de identidades. Queremos que os alunos conheçam, analisem, reflitam e compreendam os critérios culturalmente construídos e embasados em conhecimentos afins, de caráter filosófico, histórico e sociológico. Também queremos que experimentem atividades de expressão corporal, sons e ritmos. Os conduziremos ao conhecimento dos elementos básicos das linguagens visuais. Esperamos que observem e reconheçam a leitura das diferentes linguagens de comunicação visual, teatral, musical e da dança, edificando uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, sempre respeitando a própria produção e a dos colegas. É através de pensamentos traduzidos em imagens, movimentos e palavras, que a arte nos remete ao universo do saber.

Portanto, ela é a ação consciente do homem que se une à compreensão da realidade através do trabalho criativo, ou seja, a arte é a união da subjetividade com a objetividade. E quando a ação é consciente a consequência é a capacidade de transformar, permitindo que o subjetivo se integre a algo objetivo, ao projetar, idealizar e objetivar a criação do novo. Assim, nosso objetivo geral é humanizar através da arte.


Caminhar pode curar a depressão?

José Ángel Obeso, neurologista e diretor do Centro Integral de Neurociências de Madri, na Espanha trabalha em hospitais com pessoas que sofrem de depressão, e foi capaz de concluir que uma hora de caminhada por dia, principalmente em ambientes naturais, é terapêutico e aumenta a qualidade de vida.

É certo de que, quando vivemos longos períodos em estados de depressão e ansiedade, temos prejuízos nos processos cognitivos, como memória, criatividade, assimilação e compreensão do mundo ao nosso redor. As caminhadas podem ajudar uma pessoa a se livrar dos efeitos negativos da depressão e ansiedade, ampliando sua visão e perspectivas.
A infelicidade é em vista de entrar no automático.

Cada vez mais nossos hábitos estão automatizando nossos cérebros, o que favorece o estresse e contribui para a infelicidade. A rotina, muitas vezes entediante e sem perspectivas, coloca-nos em uma espiral de depressão e desânimo. Dessa maneira, nossos cérebros tornam-se mais preguiçosos e lentos, porque não há nada novo para despertar sua atenção, nenhum estímulo que, verdadeiramente, valha a pena. Experimentamos perdas de memória, causadas pela motivação praticamente inexistente e menos conexões neurais.

AS Palavras podem curar a alma que sofre. Cuidado com os medos, eles adoram roubar sonhos.

O automatismo é uma realidade muito perigosa, pois nossa rotina resume-se à mesmice, não existem novidades ou coisas que despertem sentimentos de prazer, criatividade, alegria e motivação. Tudo funciona de forma mecânica.
O Dr. José Ángel Obeso, defende que a decorrência dessa automatização dos processos cerebrais é mais frequente em grandes polos, nos quais vivem pessoas que raramente dedicam tempo as suas necessidades, e vivem em ambientes poluídos e tóxicos, com um grande nível de estresse e ansiedade.

As caminhadas como uma forma de libertação

É importante que o hábito de caminhar não seja visto como uma obrigação, mas como um compromisso pessoal de libertação. Os efeitos positivos dessa prática não são sentidos logo no primeiro dia, mas após cerca de uma semana, já se torna um hábito, e a partir daí conseguimos identificar os benefícios, segundo José Ángel Obeso.

Viva a Vida!

Os benefícios principais das caminhadas são:
Eliminação das preocupações: enquanto caminhamos, nossas mentes não precisam estar focadas nos problemas ou preocupações da vida. É uma atividade tranquila e fácil de ser realizada, que nos relaxa e permite a entrada de ar puro no corpo, que nos renova. Esse relaxamento estimula o lobo frontal, parte do cérebro responsável pela criatividade e humor. Isso, aliado a liberação de endorfinas, cria a situação perfeita para a transformação corporal que nos torna mais otimistas e criativos.
Melhora do estado de espírito: Durante as caminhadas, o cortisol, hormônio de resposta ao estresse, some e leva consigo os fatores que nos causam negatividade. A partir dessa mudança, começamos a enxergar as coisas com mais entusiasmo, confiança e otimismo.

Contato com a natureza:

Estamos acostumados a nos espremer em espaços fechados durante todas as nossas vidas: casas, empresas, supermercados, shoppings, e essa constante limitação pode nos sobrecarregar. No entanto, quando praticamos nossas caminhadas em espaços naturais, sentimos verdadeira liberdade e oportunidade de expansão. Por esse motivo, José Ángel Obeso, defende que devemos buscar proximidade com a natureza.

A conexão com o natural é uma necessidade humana para melhoria de vida, pois proporciona absorção de oxigênio puro, novos estímulos, perspectivas e paisagens.
Faça dessa leitura uma motivação para começar a caminhar todos os dias, mesmo que por pouco tempo. Comece devagar, mas comprometa-se consigo mesmo e sua plenitude de vida!

Vá  a parques, lagos, florestas, praias. Você notará uma grande mudança em sua saúde  física e emocional.

Fonte: O Segredo

Clínica social

O que é?

Psicologia ao alcance de todos.

psicoterapia

A clínica social tem o objetivo de alcançar pessoas que necessitam de psicoterapia.

É uma proposta que tem como objetivo tornar possivel o atendimento psicoterapêutico a pessoas que não podem arcar financeiramente com um tratamento particular, através da prestação de um serviço de qualidade a custo de honorários simbólicos. O valor a ser pago será negociado segundo as condições de cada cliente, diretamente com o terapeuta.

A quem se destina a Clínica Social?

As pessoas que normalmente estão excluídas por razões financeiras do acesso ao atendimento psicoterapêutico, do qual podem participar crianças, adolescentes, adultos e idosos. E as vezes demoraram ser atendidas na rede social.

Como Funciona a Clínica Social? 

O Consulente passa por uma triagem inicial*, e em seguida  o psicólogo realizará uma avaliação a cerca da necessidade do atendimento, podendo encaminhar o consulente para atendimento individual ou em grupo.

Os atendimentos serão realizados no consultório particular do terapeuta tendo em consideração a sua disponibilidade de horários e localização.

Os interessados deverão entrar em contato com o terapeuta pelo telefone (037) 998265019 quando será agendada uma entrevista e o encaminhamento.

*A triagem encaminhará primeiramente os casos com maior necessidade psicológica e financeira.

Maria de Lourdes Batista CRP 04/34969

De que lado você está?

Pensando na dificuldade de tomar decisões, lendo essa história percebi que seria interessante publica-la no meu site para você tomar consciência do que seja passado, presente e futuro. As vezes é difícil compreender esses movimentos, confesso que por vezes tive essa dificuldade de deixar o passado no passado para bem viver o momento presente. Agora leia a história.
Caro leitor (a), peço que leia a história que conto e me diga sob o comando de qual dos dois você gostaria de estar. Ambos os generais estão em um campo de batalha cheio de desafios e problemas gigantescos. O primeiro, porém, olha para o passado e aprende com os erros e as perdas, além de comemorar as vitórias e as conquistas. Esse mesmo general age no presente como se houvesse um superpropósito a ser conquistado no futuro, fazendo tudo, absolutamente tudo o que está ao seu alcance agora. Você não verá esse general se lamentando ou perdendo tempo com qualquer coisa improdutiva ou ineficaz. E quando ele olha para o futuro, só tem uma coisa em sua mente: a vitória. Ele compartilha essa visão de futuro com sua tropa então deixa ninguém ficar olhando para trás (passado de dor) nem para o chão (presente improdutivo). Todos olham para o alto e para a frente (futuro positivo).Toda a sua tropa sabe para onde está indo e o propósito de tudo isso. E mesmo na guerra, eles se sentem seguros com seu general.Já o segundo general teve vitórias no passado, mas se detém mais nas lembranças das derrotas. No presente, ele se questiona se vale a pena todo o esforço e o risco, e se pergunta: “Será que vamos vencer?Será que vamos suportar? Será que vale a pena? Seu olhar normalmente está voltado para trás (passado de perdas) e, em outros momentos, para o chão (presente improdutivo), sem saber o que fazer naquele momento.E quanto ao futuro, as imagens se confundem: uma hora vem a imagem de uma rendição; em outro momento vem a imagem da derrota; em seguida vem a imagem da batalha e da morte de muitos de seus soldados.”Reflita e me diga: Qual dos dois generais você,gostaria de seguir?A vida é feita de boas escolhas.” Vá em frente.
Fonte: Paulo Vieira.

Não toque na droga – Cocaína

Informações.

A cocaína é a segunda droga ilícita mais traficada no mundo. As estatísticas mais recentes mostram que as apreensões internacionais de cocaína continuam aumentando e hoje chegam a 756 toneladas, com as maiores quantidades interceptadas na América do Sul, seguida pela América do Norte.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgada em dezembro de 2013, 3 milhões de pessoas usam com frequência cocaína e crack, o dobro dos 1,5 milhão de pessoas que usam maconha diariamente. 20% do mercado mundial de crack e cocaína são representados pelo Brasil. 45% dos usuários experimentaram cocaína pela primeira vez antes dos 18 anos.

Em 2006, nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde relatou que 35,3 milhões de americanos com idade de 12 anos ou mais informaram ter usado cocaína. Também foi constatado que 8,6 milhões de americanos com 12 anos ou mais usaram crack. Entre os pesquisados na idade de 18 a 25 anos, 6,9% disseram ter usado cocaína (incluindo o crack) durante o ano anterior. Conforme o Estudo de Monitoramento do Futuro de 2006, feito pelo Instituto Nacional contra o Abuso de Drogas, 8,5% dos estudantes do ensino médio usaram cocaína alguma vez nas suas vidas.

Nos Estados Unidos, a cocaína continua sendo a droga ilícita mais mencionada pelos prontos-socorros na Rede de Alerta sobre Abuso de Drogas. Em 2005, foram registradas 448.481 entradas nos prontos-socorros envolvendo uso de cocaína.

“O meu amigo vinha usando drogas por quatro anos, três deles usando drogas pesadas como cocaína, LSD, morfina e muitos antidepressivos e analgésicos. Na verdade qualquer coisa que ele pudesse conseguir. Ele se queixava o tempo todo de dores terríveis no corpo e estava cada vez pior até que ele finalmente foi ver um médico.

“O médico lhe disse que não podia fazer nada por ele e que por causa da deterioração do seu corpo, ele não iria viver muito. Dentro de dias, ele morreu.” — Dwayne

Depois da metanfetamina, a cocaína é a droga que cria a maior dependência psicológica de todas. Estimula centros chaves de prazer no cérebro e causa uma euforia extremamente elevada.

A tolerância à cocaína se desenvolve rapidamente — o usuário logo deixa de sentir o mesmo prazer de antes com a mesma quantidade de cocaína.

Eu não tinha mais futuro. Não via como poderia escapar da minha dependência de cocaína. Eu estava perdida. Estava ‘explodindo’ e incapaz de parar de usar cocaína. Alucinava pensando que tinha bichos rastejando debaixo da minha pele. Sentia isso cada vez que me injetava e para fazer eles saírem, me raspava com a ponta da seringa até começar a sangrar. Uma vez eu sangrei tanto por causa disto que tive de ser levada para o hospital.”— Maria 

Quais são os efeitos da cocaína a curto prazo?

A cocaína causa uma euforia intensa e rápida, seguida imediatamente pelo oposto — depressão intensa, pressão alta e fissura por mais droga. As pessoas que a usam não comem nem dormem adequadamente. Elas podem experimentar taquicardia, espasmos musculares e convulsões. A droga pode fazer com que as pessoas se sintam paranoicas1, furiosas, hostis e ansiosas — mesmo quando não estão no barato.

Independente do aumento da quantidade ou frequência do uso, a cocaína aumenta o risco de o usuário ter um ataque cardíaco, derrame cerebral, convulsões ou insuficiência respiratória, sendo que qualquer um destes pode resultar em morte súbita.

Fonte: A verdade sobre a cocaína 

Sucesso

A pessoa que deseja fazer sucesso, ela aplica  esses passos:

O modelo de sucesso dedica aproximadamente 25% da energia
psíquica e física ao futuro. Criando deliberadamente imagens positivas e,
em menor quantidade, também imagens negativas do que pode acontecer.
Discutindo e planejando ações futuras. São imagens extraordinárias das
coisas boas que estão sendo plantadas no cérebro.

A pessoa ela vive a máxima que diz: tem poder que age, Paulo Vieira, porém vemos que ela também aprende com os erros do passado. E que planeja
detalhadamente o futuro, entendendo que ela não apenas age, mas age
certo, no tempo certo. De fato, ela dedica aproximadamente 65%
de toda a sua energia física e psíquica à ação. Se fôssemos atribuir uma
palavra definidora a essa pessoa, a palavra seria AÇÃO.

Fica a dica, se tiver alguma dificuldade de ser uma pessoa de sucesso entre em contato conosco. 

A Pessoa e a Depressão

Os transtornos mentais serão a principal causa de incapacitação no mundo em 2030, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A depressão, segundo a agência, será a primeira causa de morbidade.  Embora problema seja algo sério A forma sútil como banalizamos estes transtornos no dia a dia: “Hoje estou um pouco deprimido”, “o problema é que é bipolar”..

Conhecer o estado depressivo para sair desse quadro. As informações auxiliam a família e a pessoa veja:

1.A pessoa depressiva vive do passado e tende a se cercar de negatividade, é possível perceber que o foco comportamental do indivíduo está quase totalmente no  passado. Se desenharmos um quadro para verificarmos as porcentagens notaríamos  que 80% do que ele fala, pensa e sente se refere ao passado.  Para isso, ele busca ambientes e pessoas que permitam que ele se mantenha no passado, alimentando suas lembranças, que no caso são quase totalmente lembranças ruins e dolorosas.

2.A pessoa depressiva além de manter quase toda sua energia no passado, ele dedica pouco ao presente, tornando suas ações e seus comportamentos improdutivos. Ela resgata as memórias negativas do passado e as reforça com significados ruins. Pelo Padrão  foco-temporal, essa pessoa produz sentimentos de desesperança. Ela possui uma fraqueza por isso é difícil ter boas perspectivas sobre o futuro se encara e aduba  tão intensamente as dores do passado.

3.Sobre o  tempo presente, a pessoa  age muito pouco. Ele evita fazer, ir ou vir, mas não para por aí: além de dedicar apenas 10% de sua energia para agir,  suas ações, são quase prioritariamente  improdutivas para ela, para quem o rodeia e para o mundo.  E dessa forma o sentimento final é de desamor. Então, a vida presente perde o sentido e o futuro se torna um lugar assustador e indesejado.

4.Quase todo o comportamento, ações e falas são improdutivas. Como ela não tem poder para agir, a pessoa está na verdade vegetando no mundo que ela criou.  E de forma inconsequente está deixando seu presente potencialmente produtivo e transformador se esvair por completo.

5.O futuro.  Como essa pessoa se conecta com o Futuro? Vemos com toda a clareza que ela dedica muito pouco esforço positivo ao seu futuro. Ela praticamente não se conecta com o futuro, e  quando o faz é com visão negativa sobre ele, olhando mentalmente para o que pode dar errado, e não para o que pode dar certo. Na sua maneira de se relacionar com o passado, ela gerou sentimento de desesperança. Por não agir produtivamente no presente, produziu sentimentos de desamor. E quando encara o futuro com tanto  pessimismo, ela produziu o sentimento, ou melhor, a ausência de fé. Então a sua estrutura foco-temporal gerou resultados internos de depressão e resultados externos que confirmam sua atitude.

6.Como sair dessa situação? Buscando o autoconhecimento que engloba a pessoa por inteiro, bio, psico,social e espiritual.  O processo psicoterápico será de grande valia para essa pessoa em depressão, a Gestalt terapia vai colaborar para que ela viva melhor o seu momento presente, gerando sentimentos de esperança e firmeza no aqui e agora.

Fonte: Livro O Poder da Ação. Paulo Vieira.

História de vida de  um  adolescente infrator dependente químico.

Esse texto propõe uma reflexão acerca da questão do Adolescente Infrator, pois é de fundamental importância para entender o fenômeno da criminalidade juvenil e a relação com o uso indevido de substâncias psicoativas e seu relacionamento familiar. Da mesma forma, como orientar as famílias para diminuir o índice de criminalidade.

Quanto o assunto é tratamento no mundo atual onde a palavra de ordem é punir, essa discussão busca elucidar alguns pontos, em relação ao adolescente infrator, que tem se mostrado bem polêmica.

A experiência  vem demonstrando que esse tema para muitos, ainda não satisfaz os interesses da sociedade.  Esta, por sua vez, tem demonstrado uma desvalorização acerca do assunto, exigindo respostas, por parte do Estado, cada vez mais severas e assim os adolescentes vão ficando a margem.

O ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, prevê os seguintes aspectos: são crianças, as pessoas com idade de até 12 anos incompletos e adolescentes, as pessoas de 12 anos até 18 anos incompletos e estão em face de desenvolvimento.  Segundo o ECA, só cabe internação quando o ato infracional foi cometido mediante grave ameaça ou violência, reiteração no cometimento de infrações ou descumprimento reiterado das medidas aplicadas. Adolescentes primários envolvidos com drogas devem cumprir medida em liberdade.

Então, ato infracional é a conduta praticada pelo adolescente que corresponde, no Código Penal a Crime ou Contravenção. Segundo autor Muniz, não receberá o adolescente uma pena e sim uma medida socioeducativa.  Que às vezes não colabora para que o adolescente não venha recair e assim aumentar seu processo de infrações.

As demandas de tratamento em dependência química para o adolescente infrator é uma questão emergencial. A reclusão vira tratamento para adolescentes dependentes químicos, nesse sentido “o Ministério da Justiça analisou 247 processos juvenis e acaba de detectar que parte dos meninos e meninas que vai para trás das grades de todo País é privada de liberdade por falta de alternativa de atendimento de saúde.”

Os adolescentes entram “no tráfico para sustentar o vício, usam para ter coragem de vender, começam a vender e depois passam a usar,”

É um ciclo que poderia ser interrompido com a interferência do tratamento médico em todos os sentidos.

Nas discussões sobre o tratamento para o adolescente autor do ato infracional, os questionamentos são esses: É possível obrigar alguém a se submeter a um tratamento? É possível e útil proceder com a internação compulsória para tratamento do uso abusivo de álcool e outras drogas?  Entretanto, a lei antidrogas prevê que o agente considerado inimputável (por não entender, em razão da dependência, o caráter ilícito do crime) deve ser encaminhado pelo juiz a tratamento médico (art. 45).

As políticas públicas sobre drogas tentam mobilizar a sociedade para o seu papel de auxiliar no tratamento dos adolescentes infratores que fazem o uso de substancias psicoativas, primeiramente buscando compreender por que os adolescentes infratores possuem uma ausência do referencial de origem, ou seja, “quem são meus pais, onde estão, para onde vou quem me orientará como vou sobreviver. Estas são apenas algumas questões que estão presentes para os adolescentes”,  porém, não estão entre as principais preocupações dos responsáveis pelas instituições e autoridades.

A partir destas considerações a respeito do tratamento aos adolescentes infratores, poderíamos dizer que este resta prejudicado, pois os adolescentes acabem não tendo atendimento especializado. Muitas vezes, os tratamentos disponíveis não contribuem para a criatividade e a individualidade dos jovens, sendo forçados ao convívio com outros jovens da mesma origem, abandonados, num local que têm as mesmas características físicas, quanto ao modo de vestir, de andar, de cheirar, de falar, ficando confinados num mesmo local, sem direito a tratamento especializado.

De acordo com a discussão, podemos dizer que as instituições têm favorecido o desenvolvimento da identidade do adolescente Infrator, tanto no processo de Criminalização quanto o da Prisonização. Pelo próprio conteúdo das medidas, as ações que as compõem devem sempre envolver o contexto social em que se insere o(a) adolescente, isto é, a família, a comunidade e o Poder Público devem estar necessariamente  comprometidos para que se atinja o fim almejado de inclusão desse(a) adolescente.

Entre as diversas questões colocadas em relação à adolescência, uma delas que se inscreve na temática é que a adolescência é uma fase do ciclo da vida, em que o indivíduo passa por grandes mudanças, por isso é importante compreender a adolescência e “as  transformações que  afetam o adolescente  dentro dos  aspectos; biológicos, psicológico, sociais e culturais,” (OSÓRIO, 1989, p. 10).  São elementos que não podem ser vistos de forma separada, pois é pelo conjunto de suas características que podemos conferir a unidade ao fenômeno da adolescência, auxiliando na compreensão de seu comportamento.

Delimitar adolescência é uma tarefa importante, tendo em vista que é uma fase marcada por mudanças e de perdas significativas,

A adolescência precisa ser considerada em sua real significação, um momento crucial na vida do indivíduo que se constitui em uma etapa decisiva no processo natural e normal de crescimento. É o imperativo de ingressar no mundo dos adultos e a definitiva perda da condição de criança.  (ALVES, 2002, p. 40)

A adolescência é um momento em que o adolescente se depara com suas crises, “a expressão CRISE do grego Krisis – ato ou faculdade de distinguir, escolher, decidir, ou resolver, a adolescência é uma crise vital, como são tantas outras ao longo do desenvolvimento do indivíduo” (OSÓRIO, 1989, p. 14).  Dessa forma, a chamada crise da adolescência, envolve os conflitos externos, como conflitos de gerações, e os processos psíquicos marcados por valores diferentes.

Portanto, não poder ser estudo apenas sob maneira de ver a suas modificações corporais e que sem o adequado entendimento da crise de valores por que passa o adolescente, jamais podemos compreender o real significado da transformação da criança em adulto.  Nessa perspectiva temos então as transformações psicossociais que as acompanham e caracteriza a adolescência.

Assim, a adolescência, caracterizada por mudanças rápidas no físico, no psicológico e no social, implica na crise de identidade. Por isso que a adolescência é o período por excelência de risco para o ingresso no uso de substâncias psicoativas. Não só pelo fato de querer experienciar o novo, buscar novas emoções e desafios, mas também encontrar nessas novas buscas  respostas  para o seu viver.

A adolescência é o segundo nascimento. O primeiro, evidentemente, é o nascimento biológico, do qual nada lembramos. O que sabemos do nascimento biológico são pelas informações de nossos pais. Já, a adolescência, é um novo despertar para vida. “É o segundo nascimento, em todos os sentidos, incluindo o físico, pois o corpo passa por significativas transformações. O adolescente não pode abrir mão de elaborar esse novo nascimento; precisa ser sujeito de sua história.”

Ao abandonar sua maneira de comunicação infantil e passa para uma forma adulta de expressão, o adolescente tem uma identidade linguística […] “ à sua condição de adolescente, a gíria, que é um subproduto da cultura adolescente e constitui a expressão verbal do processo de diferenciação do adolescente  dos pais e do mundo adulto geral.”

Uma vez que as questões de  rebeldia, da contestação que estão presentes também  na adolescência, parece que existe neste contexto  uma adolescência normal, pois   “em todas as épocas e  latitudes o adolescente sempre foi um contestador, um buscador de novas identidades, testando diferentes formas de relacionar-se”, (Osório, 1989, p. 37).   Ou seja, alguns líderes de hoje foram adolescentes contestadores.

Neste histórico desenvolvido de forma a explorar as reflexões  de  Osório(1989) , quando no seu livro contextualiza adolescência hoje, e no desenvolvimento desta fase “a adolescência vai se caracterizar pelo afastamento do seio familiar e consequente imersão no mundo adulto. As mudanças estão acontecendo e não dá ainda para prever como serão estes futuros adultos” (Osório, 1989, p. 37).

Daí surge o afastamento familiar, o que aprendeu na sua relação com a família e adaptação social, “faz com que o mesmo tenha que significar o novo, o que acarreta toda uma mudança em sua personalidade. E a primeira reação afetiva da criança a esta invasão é buscar um refúgio em seu mundo interno; para poder enfrentar depois o futuro.“

Enfim, com este afastamento que o adolescente faz do mundo externo para refugiar-se no mundo interno, é para se sentir seguro, porque em todo o crescimento existe um impulso para o desconhecido e um temor ao desconhecido. No momento de conquistar um espaço, e viver com o  seu novo papel frente ao mundo externo “o adolescente exige de seus pais a liberdade, esta implica nas saídas e horários, a liberdade de defender uma ideologia e a liberdade de viver um amor e um trabalho.

Aguardem o texto 02

Depoimento de um adolescente infrator e seu uso de drogas.

WhatsApp chat