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Convivendo com o crime, vestindo a rua de sangue!


Certamente é essa a sensação que  muitas pessoas possuem após o crime ocorrido na Escola, na cidade de Suzano, em Minas Gerais, uma rua vestida de sangue.

O que destacar?

Os dois garotos que planejaram?

Falar sobre a pesquisa que certamente fizeram para terem conhecimento de como concretizar a ideia? 

A menina que lutou corajosamente com um deles fugindo de sua mira e saindo viva da situação? 

Da cozinheira que pensou e colocou o maior número de alunos na cozinha, protegendo-os da ira dos garotos?

Talvez o ponto central fosse esse: eles estavam irados. 

A manchete  que causa  pânico na sociedade: Jovem provoca pânico em MG ao apoiar massacre em Suzano e ameaçar escola.  A sociedade se mobilizou, chamou a policia e ele foi preso, ele deixa isso escrito na sua rede social:

“Luto é meu p… eu devia ter feito isso na Ana Mendes tmb (sic)mas precisava ter um caminhão de munição para todo mundo que eu odeio lá, enfim, parabéns aos envolvidos”, disse. “To famoso no São Pedro de novo kkkkkkkk. F… esse lugar”, completou. 

O  neuropsicológo afirma :

“A divulgação pode potencializar algumas pessoas mais vulneráveis, sugestionáveis a querer reproduzir essa ação”, afirma Antonio Serafim, diretor da área de neuropsicologia do Hospital das Clínicas (HC).

A música do musico e compositor Gabriel Pensar diz:

“A gente pensa que é livre para falar tudo  que pensa

mas a gente sempre pensa um pouco antes de falar!

Pensa! O pensamento tem poder.

Mas não adiante só pensar. Você também tem que dizer!

Porque as palavras tem poder.

Mas, não adianta só falar. Você também tem que fazer! Faz!”

Música:  Se liga aí. (2001)

A falta de consciência nas pessoas de quem elas são, repercute mal nas suas atitudes. Pensar é poder, mas você tem que dizer, mas você tem que fazer.

Parece que os garotos não pensaram, não falaram e somente fizeram. Entrando assim no piloto automático. Jogaram, viveu um processo de identificação e passaram para ação. Não teve quem os barrassem, parece que nada os afetavam.

Suas atitudes podem transparecer o ódio contido em vista de sua não existência, todo mundo tem um pai, talvez eles tivessem, mas não era o suficiente.

Não tinham uma mãe boa suficientemente boa.

Então, de quem é a culpa?

Talvez da falta de casa, de estrutura, e essa falta já alguns anos vem acontecendo.

Fiz um atendimento para um adolescente de 10 anos,  ele não pensava, mas agia, agia para ser alguém, assustava as pessoas para amentrontar.  

O que seria oportuno ocorrer é o processo de autoconhecimento, que as famílias buscassem mais o diálogo e assim poderíamos ter esperanças em uma sociedade onde o amor fosse conhecido.

Pensar sempre, falar sempre, ter atitude baseada no processo de realização do bem.

Vamos fazer a corrente da atitude certa.

Maria de Lourdes Batista

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