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“Depressão pode ser considerada ou confundida com esquizofrenia?”

Nosso post de hoje vai buscar refletir sobre a pergunta  que nos foi enviada:

” Já fiz vários tratamentos para depressão: aquela que precisa de medicamento para se animar… aquela que precisa de medicamento para se aquietar. Atualmente sem dinheiro para ir no meu médico fui ao do “postinho” de saúde e o mesmo me diagnosticou como esquizofrênica…Ele pode ter se confundido no laudo? esquizofrenia é um tipo de depressão? a medicação está me fazendo muito mal, muito enjoo, sonolência e durmo muito atordoada, já falei com o médico que não admitiu meu questionamento acerca da medicação que receitou.O que devo fazer?  Obrigada.”

Para quem tem a demanda como essa senhora que nos enviou seu questionamento, primeiramente é preciso saber:

1.Você já fez acompanhamento psicológico?

Aliado a medicação é muito importante o psicólogo para  ajudar nas suas questões.
Você sabia que não existe só uma versão de depressão?  “Assim como ocorre com diferentes tipos de câncer, diferentes quadros de depressão demandam tratamentos específicos”, informou Helen Mayberg, professora de Psiquiatria, Neurologia e Radiologia da Universidade Emory, nos Estados Unidos. Ou seja, enquanto algumas pessoas vão se dar melhor com remédios, outras têm mais benefícios com a terapia.
A psiquiatria na maioria das vezes trata a Depressão como doença, cujas causas são atribuídas a fatores biológicos e sociais. A Gestalt Terapia
por sua vez é integralmente ontológica, pois reconhece tanto a atividade conceitual quanto a formação biológica de Gestalten.
É fundamental  Identificar as causas da falta de acompanhamento adequado e consequentemente os fatores que contribuem para o agravo da patologia, assim como, elucidar possíveis causas e cuidados sob a visão totalitária da Gestalt Terapia.
Quanto as formas de apresentação da depressão, autores trazem  importantes contribuições discernindo depressão enquanto sintoma, síndrome e doença.
Enquanto sintoma, a depressão pode manifestar-se em variados quadros clínicos, entre os quais: transtorno de estresse pós-traumático, demência, esquizofrenia, alcoolismo, doenças clínicas, etc. Pode ainda ocorrer como resposta a situações estressantes, ou a circunstâncias sociais
e econômicas adversas.
Enquanto síndrome, a depressão inclui não apenas alterações do humor (tristeza,irritabilidade, falta da capacidade de sentir prazer, apatia), mas também uma gama de outros aspectos, incluindo alterações cognitivas, psicomotoras e vegetativas (sono, apetite).
Finalmente, enquanto doença, a depressão tem sido classificada de várias formas, na dependência do período histórico, da preferência dos autores e do ponto de vista adotado. Entre os quadros mencionados na literatura atual encontram-se: Episódio depressivo grave, Episódio
depressivo moderado, Episódio depressivo leve.
As diferenças entre esquizofrenia e depressão são bastante significativas. Apesar de muitas vezes o paciente esquizofrênico apresentar também depressão, esta última quase sempre surge depois de instalada a esquizofrenia.Embora a apatia e a falta de motivação que se manifestam na esquizofrenia também ocorrerem na depressão, ambas as doenças provocam outros sinais e sintomas que podem facilmente diferenciar uma da outra.
Os sintomas da depressão não são apenas psicológicos, são também físicos. Ela é persistente, duradoura, gera sintomas como choro fácil, falta de energia e alterações no peso por exemplo, podendo ser difícil de ser identificada pelo paciente, porque os sintomas podem estar presentes noutras doenças ou serem apenas sinais de tristeza sem se tratar de uma doença com necessidade de tratamento específico. É uma doença que no caso de não se fazer tratamento vai piorando.Na esquizofrenia envolvem alterações específicas do pensamento, da percepção sensorial, do comportamento e do afeto. Um ou mais destes sintomas podem estar presentes em uma pessoa com esquizofrenia.
Há alguns casos de depressão que possuem características psicóticas, ou seja, de perda de contato com a realidade, e incluem delírios ou alucinações, que podem ou não estar relacionados com conteúdos depressivos, dentre outros sintomas. Os delírios são crenças que não se baseiam na realidade. E as alucinações são percepções de objetos, imagens, sons, cheiros ou outras sensações que não existem.
Mas, somente um clínico poderá fazer o diagnóstico preciso e identificar se os sintomas psicóticos fazem parte da depressão ou de algum outro transtorno, como esquizofrenia, por exemplo.Se você apresenta delírios ou alucinações, juntamente com os sintomas depressivos, procure um médico e um psicólogo, para fazer o diagnóstico.
Maria de Lourdes Batista
Psicóloga Clínica
CRP: 04/34969

Maria de Lourdes Batista

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