Cigarro  x  Maconha

O senso comum vai dizer que a “maconha faz menos mal do que o cigarro”, a falta de informação neste sentido parece reforçar essa fala. No entanto vários anúncios sejam de revistas, da internet as manchetes são do tipo: “A maconha é menos prejudicial do que o álcool e tabaco”, também se fala: “Chega de desinformação, novas verdades sobre a Maconha, uma droga perigosa, sim.” . Nesse sentido essa polêmica e a comunicação eficaz  causam na vida das pessoas dúvidas em relação o cigarro e a maconha segundo artigo da  autora Santos . Em seguida farei um paralelo entre o  tabaco e a maconha, demonstrando seus malefícios no organismo, bem como o desenvolvimento da síndrome de abstinência e tolerância que estes tipos de drogas podem causar .

Segundo Gigliotti (2007), a maconha “no mínimo, ela faz tanto mal quanto cigarros que contêm nicotina”, vários autores vão dizer que a primeira experiência com a maconha acontece na adolescência, talvez pelo processo de transição que o adolescente atravessa segundo Aberastury (1981), então ele entra por essa via por curiosidade. O risco de reincidência do uso acontece devido às sensações de euforia, bem-estar e relaxamento causadas pela droga, sendo o seu principal componente psicoativo é o THC (tetrahidrocanabinol). A princípio, a maconha gera ansiedade, crises de pânico no usuário e diminuição de concentração, atenção, percepção e habilidade motora, fatores necessários para assimilação de tarefas importantes. O indivíduo sob efeito da maconha torna-se um agente de risco em potencial para provocar acidentes no trânsito. O desinteresse por si próprio e pelo que acontece ao ser redor também é uma característica do usuário em potencial da maconha.

No uso da maconha os efeitos variam muito, em relação a qualidade da erva e da quantidade consumida, trazendo os efeitos produzidos pelo seu  uso, temos  a taquicardia, tonturas, aumento do apetite,boca seca,dilatação das pupilas e outros.

Em relação ao tabaco o seu  princípio ativo é a nicotina, fumado nas formas de cigarro e outros. Pesquisas mostram que as pessoas começam a fumar a partir dos 16 anos, e desenvolve de forma rápida as características da dependência que implica o desenvolvimento de problemas clínicos como: dificuldade de controle do uso e apresentação dos sintomas de abstinência devido à falta ou diminuição de seu uso. A dependência ocorre de forma rápida, provavelmente porque a nicotina ativa o sistema dipaminérgico da área tegmentar ventral, o mesmo sistema afetado pela cocaína e pelas anfetaminas  segundo Resende.

A discussão sobre dependência de tabaco e suas comorbidades tem grande importância no contexto atual de tratamento. As comorbidades relacionadas ao uso de tabaco encontra-se em pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de humor bipolar e transtorno borderline de personalidade, entre outros. A relação entre tabagismo e depressão tem importância expressiva no contexto do tratamento da dependência da nicotina.

A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não fumante. Dentre elas temos várias substâncias radioativas, corantes, agrotóxicos, a NICOTINA, que é uma substância estimulante, e que causa a dependência do cigarro e são essas substâncias que prejudicam à saúde elas são mais consumidas por causa da dor que proporciona na sua ausência do que pelo prazer que causa na sua freqüência. A sensação é agradável, porém passageira. A dependência nasce daí, quanto mais se fuma, mais o organismo se adapta à droga.

Vale ressaltar que  o tabaco e a maconha essas drogas causam lesões a nível de sistema nervoso central e também são capazes de provocar tolerância e síndrome de abstinência. Bem como o uso concomitante dessas drogas geram ansiedade, euforia,e alterações na frequência cardíaca e problemas pulmonares como bronquite e câncer.

 

 

Maria de Lourdes Batista

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