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Psicologia – Terapias Expressivas

Post para psicólogos que trabalham com as terapias expressivas. A autora Viola Spolin trabalha com jogo teatral e no texto descrevo sobre a Experiência Criativa.

A EXPERIÊNCIA CRIATIVA  

“Todas as pessoas são capazes de atuar no palco. Todas as pessoas são capazes de improvisar. As pessoas que desejarem são capazes de jogar e aprender a ter valor no palco.  Aprendemos através da experiência, e ninguém ensina nada a ninguém. Isto é válido tanto para a criança que se movimenta inicialmente chutando o ar, engatinhando e depois andando, como para o cientista em suas equações.

Se o ambiente permitir, pode-se aprender qualquer coisa, e se o indivíduo permitir, o ambiente lhe ensinará tudo o que ele tem para ensinar. “Talento”ou “falta de talento” tem muito pouco a ver com isso.    Devemos reconsiderar o que significa “talento”. É muito possível que o que é chamado comportamento talentoso seja simplesmente a capacidade individual para experenciar. Deste ponto de vista, é no aumento da capacidade individual para experenciar que a infinita potencialidade de uma personalidade pode ser evocada.

  Experenciar é penetrar no ambiente, é envolver-se total e organicamente com ele. Isto significa envolvimento e todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo. Dos três, o intuitivo, que é o mais vital para a situação de aprendizagem, é negligenciado.

A intuição é sempre tida como sendo uma dotação ou uma força mística possuída pelos privilegiados somente. No entanto, todos nós tivemos momentos em que a resposta “simplesmente surgiu do nada” ou “fizemos a coisa certa sem pensar”. Às vezes em momentos como este, precipitados por uma crise, perigo ou choque, a pessoa “normal” transcende os limites daquilo que é familiar, corajosamente entra na área do desconhecido e libera por alguns minutos o gênio que tem dentro de si. Quando a resposta a uma experiência se realiza no nível intuitivo, quando a pessoa trabalha além de um plano intelectual constrito, ela está realmente aberta para aprender.

O intuitivo só pode responder no imediato – no aqui e agora. Ele gera suas dádivas no momento de espontaneidade, no momento quando estamos livres para atuar e inter-relacionar, envolvendo-nos com o mundo à nossa volta que está em constante transformação.

Através da espontaneidade somos re-formamos em nós mesmos. A espontaneidade cria uma explosão  que por um momento nos libera de quadros de referência estáticos, da memória sufocada por velhos fatos e informações, de teorias não digeridas e técnicas que são na realidade descobertas dos outros. A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas mínimas partes funcionam como um todo orgânico. É o momento de descoberta, de experiência, de expressão criativa.

Tanto a “pessoa média” quanto a “talentosa” podem ser ensinadas a atuar no palco quando o processo de ensino é orientado no sentido de tornar as técnicas teatrais tão intuitivas que sejam apropriadas pelo aluno. É necessário um caminho para adquirir o conhecimento intuitivo. Ele requer um ambiente no qual a experiência se realize, uma pessoa livre para experenciar e uma atividade que faça a espontaneidade.

 

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Porque tememos a solidão?

O primeiro ponto a ser visto é: “A solidão conduz ao sentimento de um vazio, sentimo-nos sozinhos e indesejados.”Será que o sentimento de rejeição ele provoca esses sentimentos: vazio existencial, estar só e não ser amado.

“No mundo de hoje, a privação de sono se tornou um problema comum que afeta mais de um terço da população mundial devido às longas jornadas de trabalho, às atividades noturnas e ao aumento da dependência de eletrônicos” Feng.

No mundo atual, somos pessoas que temos dificuldades de dormir, ou seja, descansar, relaxar, desligar-se.  Às vezes buscamos alternativas para que tenhamos uma noite de descanso, mas as vezes não alcançamos nosso objetivo. Dai vem a frustração, ou sintoma de solidão.

SOLIDÃO É…Vamos entender o que é solidão, o dicionário diz que solidão é: Uma profunda sensação de vazio, de isolamento, sensação de desconexão.

 Solidão e Solitude.

 A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra Solitude  para  expressar a glória de estar sozinho” (Tillich)

Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós. A Solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa Solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.

Para que possamos compreender esse processo de solidão e solitude precisamos de autoconhecimento e Autorresponsabilidade.

Tome decisões.

Vivemos num momento difícil, onde tudo parece rápido demais. Vivemos em um mundo dominado por imagens, a todo o instante somos surpreendidos por elas, em casa, no trabalho, nas ruas, imagens sedutoras que  tentam a todo custo influenciar nosso comportamento.

Muitas pessoas andam dizendo que felicidade é algo muito particular, pois cada um tem uma definição para felicidade, será que isso é verdade? Sua vida não é o que você diz que ela é, e sim o que é percebido, visto e presenciado na prática. Não adianta você dizer que é um bom pai e que seus filhos são felizes se você não dedica tempo, e tempo de qualidade, a eles.

Então, um dos passos para tomar decisões acertadas é buscar informações e ter atitudes de mudanças de qualidade.

Veja esse depoimento:

“Não acredite que é só agir para ter  sucesso. Por mais de 13 anos eu agi consistentemente, porém sem sabedoria e sem conhecimento. Durante 13 anos da minha vida tive muito poucos fins de semana e muito pouco descanso. Trabalhei desesperadamente de 12 a 14 horas por dia e não conquistei absolutamente nada. Eu me desgastei e até adoeci pela combinação de trabalho intenso e falta de  descanso. Então, não acredite que sucesso é só acordar cedo e trabalhar duro. É necessário trabalhar com dedicação e empenho, porém, se as ações não forem sábias e efetivas, você se mexerá muito e não sairá do lugar.” Paulo Vieira.

A felicidade pode estar na sua frente esse tempo todo, dependendo apenas de uma questão de “mudança de perspectiva” para poder enxerga-la, um frase simples, mas cheio de significados, abra os olhos, busque perceber o que está em seu redor. Somos pessoas simples, em comparação à imensidão que nos rodeia. Devemos aproveitar todas as oportunidades que nos são dadas para aprendermos e contemplarmos as belezas da vida e saber viver.

Estou convencido das minhas próprias limitações – e esta convicção é minha força.
Mahatma Gandhi

Tente fazer escolhas, mesmo que erradas, aprenda com elas, faça a sua história a partir delas, busque viver o momento presente. Tente ser feliz apesar das dores.

Cocaína e Depressão

A primeira informação, que se faz necessária para entender essa questão, é que as vezes é difícil para os usuários entender , que essa substância causa euforia intensa e rápida para logo em seguida promover uma depressão profunda.

O que é droga?

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), droga é qualquer substância química que altera a função biológica.

O que é a cocaína?

A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma planta encontrada exclusivamente na América do Sul, a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadu, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, o “pó”, “farinha”, “neve” ou “branquinha”, que é solúvel em água e serve para ser aspirado (“cafungado”)ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, “baque”), ou sob a forma de base, o crack, que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em “cachimbos”.

Efeitos tóxicos 

A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Em  quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, causa  irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranoia (chamada entre eles de “nóia”).  Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse  conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”. Além dos sintomas  descritos, o craquero e o usuário de merla perdem de forma muito marcante o interesse sexual.

Efeitos sobre outras partes do corpo

Os efeitos provocados pela cocaína ocorrem por todas as vias (aspirada, inalada,endovenosa). Assim, o crack e a merla podem produzir aumento das pupilas , que prejudica a visão; é a chamada “visão borrada”. Ainda pode provocar dor no peito, contrações musculares, convulsões e até coma. Mas é sobre o sistema cardiovascular que os efeitos são mais intensos. A pressão arterial pode elevar- se e o coração pode bater muito mais rapidamente (taquicardia). Em casos extremos, chega a produzir parada cardíaca por fibrilação ventricular. A morte também pode ocorrer devido à diminuição de atividade de centros cerebrais que controlam a respiração. O uso crônico da cocaína pode levar a degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, conhecida como rabdomiólise.

 

Busque ajuda!

Muitas vezes, devido ao consumo de droga, o usuário coloca em risco aspectos importantes de sua vida, tais como família, emprego, saúde. Além disso pode não perceber os problemas decorrentes deste uso ou mesmo negá-los. Nesses momentos, não é raro os membros da família apresentarem sentimentos de raiva ou impotência frente ao usuário ou a situação. Essas ocasiões deveriam se transformar em buscas de ajuda em unidades de saúde, conversas com um profissional e pessoas de referência na sua comunidade, adesão a grupos de ajuda e cursos.

Atendimento Online

  Veja o vídeo que mostra o funcionamento da cocaína no sistema nervoso central

Estar sozinho, é possível?

Precisamos dos outros para viver e dar sentido ao que fazemos. Mas também precisamos estar com nós mesmos, sem interrupções, sem telefones celulares ou redes sociais e sem nada que implique ruído externo. Não falamos da solidão profunda, que nos aterroriza, mas de um tempo para refletir, que nos ajuda a sermos mais exigentes, mais criativos e mais felizes. Quase nada. Vamos ver por que ela é benéfica e como consegui-la.
Primeiro, saber conviver com a solidão nos torna mais livres. Quando nos angustiamos ao estarmos sozinhos, nos aferramos a relacionamentos que podem ser nocivos ou a propósitos dos quais no fundo não gostamos, mas que nos aliviam. Na medida em que sabemos conviver sozinhos com nós mesmos (não estamos falando em ser ermitões, que é outra coisa), podemos ser mais exigentes com aqueles que nos rodeiam e, claro, isso nos ajuda a termos mais autoconhecimento.

A ciência provou que a solidão nos permite valorizar mais o que temos.

Nos anos noventa, Reed Larson, professor de desenvolvimento humano da Universidade de Illinois, realizou um estudo com adolescentes pedindo que levassem um pager. Durante alguns dias, tiveram de informar com quem estavam, o que faziam e como se sentiam. O estudo mostrou que quando estavam sozinhos estavam mais tristes, mas, curiosamente, depois desse tempo, quando voltavam a estar em companhia, seus indicadores de felicidade aumentavam mais comparativamente.
A solidão nos ajuda a desenvolver mais nossos talentos. Os grandes cientistas não teriam chegado às suas conclusões se não tivessem tido espaços para realizar seu trabalho de modo solitário. Mesmo os líderes mais admirados precisam assumir a solidão na tomada de certas decisões que nem sempre são compreendidas, mas que são necessárias, segundo a análise publicada na Harvard Business Review. Se não dedicarmos tempo para trabalhar sozinhos, será difícil desenvolver todo o nosso potencial, porque a pressão de grupo nem sempre tem um impacto positivo sobre nós.

Assim, podemos verificar: a solidão é boa, precisamos colocar um parêntesis no ambiente e aprender a estar com nós mesmos. No entanto, deveríamos fazer uma pergunta simples: quanto tempo passamos por dia sem que o mundo ou as obrigações nos distraiam? Nossa agenda, em todos os momentos, inclusive durante as férias, deve incluir um tempo para estar com nós mesmos, sem celular, sem televisão. O objetivo é criar uma solidão, um tempo que nos permita refletir, desfrutar dos nossos hobbies, praticar esporte ou simplesmente não fazer nada. E embora isso não seja compreendido pelos nossos familiares e amigos, precisamos defender esse tempo que será de grande valia para nosso crescimento pessoal. Só assim seremos capazes de nos conhecer melhor, descansar e desfrutar mais das pessoas que estão ao nosso lado.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/27/opinion/1532693062_745886.html
Eu Psicóloga.

Teoria do Psicodrama

O Jogo Dramático

O Jogo Dramático está inserido na teoria do Psicodrama e é bem diferente do termo Jogo Dramático utilizado no teatro para desenvolver o papel de ator. Em Psicodrama é Jogo porque promove o lúdico, é Dramático porque tem a proposta de trabalhar os conflitos que surgem. O Jogo Dramático promove a liberação da espontaneidade.

Esta é a essência do jogo; permite ao homem “viajar” ao mundo da imaginação e, através dele, recriar e descobrir novas formas de atuação através do encontro com ele mesmo, com os outros e com a vida. A espontaneidade e a tele (empatia em duas direções) funcionam como catalisadores da ação criativa. O lúdico, o prazer, a alegria são ingredientes indispensáveis. Conceitos aparentemente contraditórios como fantasia e realidade, liberdade e ordem, convivem juntos e harmonicamente. O indivíduo está livre para criar e isto deve ocorrer dentro de uma determinada organização (regras e senhas combinadas). O campo é relaxado, o que cria uma atmosfera permissiva. Os conflitos surgem e são trabalhados de forma indireta. A comunicação extrapola o verbal e outras formas de expressão não-verbal são incluídas.

O jogo dramático é essencial a todo processo de aprendizagem, propicia o aparecimento da espontaneidade e criatividade e além de educar, previne e acalma a pessoa para enfrentar situações de ansiedade. Desta forma permite que o indivíduo descubra novas formas de tratar situações que poderão ser semelhantes a outras de sua vida cotidiana; favorece também a quebra de resistências, bloqueios e ansiedades, formando um “campo relaxado” que permitirá novas possibilidades de relações que possam levá-lo a atingir uma meta. O jogo é, pois, um instrumento de trabalho extremamente útil e freqüentemente utilizado para criar vínculos e estabelecer novas formas de relação.

Por esta razão vem sendo cada vez mais usado nos ambientes de trabalho, para integração de equipes, desenvolvimento e treinamento de papéis; nas escolas e outras instituições, com grupos de professores e funcionários; para trabalhar temas de interesse do grupo (sociodrama); como recurso pedagógico; para psicoterapia de crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.

A busca, identificação e a resolução de conflitos são realizadas na fase dos comentários e processamento (última etapa de uma vivência psicodramática), em que o diretor retira do grupo os sentimentos, as observações e o conteúdo pertinente para fazer a ligação deste conteúdo com o objetivo da implantação do jogo. O diretor deve avaliar constantemente a fase de desenvolvimento dos vínculos da dinâmica grupal, assim como deve também estar atento à fase de desenvolvimento de cada elemento do grupo. Será a partir destes dados que irá oferecer jogos de encontro com as verdadeiras necessidades do grupo.  Em suma, para colocar Em cena: o Psicodrama, o jogo deve, antes tudo, conter uma proposta que atenda à necessidade do grupo (para que estamos juntos); deve estar sensível ao clima (como estamos hoje, aqui e agora); atento ao conflito a ser resolvido (o que está por trás das aparências) e à predisposição do diretor (como eu me sinto, hoje, para trabalhar com este grupo).

 

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Como Lidar com a Ansiedade

10 passos para verificar seu grau de ansiedade.

  1. Escreva. Pegue papel e caneta e escreva tudo que lhe vier à cabeça. Depois jogue tudo fora.
  2. Observar o presente. Direcione sua atenção para o momento presente e o ambiente externo. Às vezes ficamos inquietos com relação ao futuro.
  3. Relaxe. Pense em alguma coisa que lhe dê muito prazer e esteja acessível: uma comida, uma fruta, sorvete, banho quente, etc. Faça a sua escolha, sinta prazer no que for possível e fique usufrua da melhor maneira possível.

4) Exercício de integração dos lados direito e esquerdo do cérebro. De pé, sucessivamente levante um joelho e toque-o com a palma da mão do lado oposto, isto é, palma da mão direita no joelho esquerdo e vice-versa, depois faça o mesmo para a outra perna/braço. Comece devagar e vá aumentando a velocidade gradativamente.

5) Acredite. Às vezes não agimos por falta de uma crença na possibilidade de achar uma solução.

6) Ria – Veja, assista ou leia algo de humor. O riso alivia.

7) Autoconhecimento. Ligue a “câmera mental” e procure informações sobre o que está acontecendo internamente. Você pode fazer perguntas: “Em que estou pensando?” “O que estou imaginando?” “Que filme estou repetindo?”

8) Algo de bom. Pergunte-se: “O que essa emoção pode conter de benéfico para mim?” Apenas escute a resposta.

9) Gaste energia –  Faça uma caminhada, corra, dance, vá para a academia ou pratique um esporte, massagem, escute uma música, viva sua espiritualidade.

10) Espere passar – Tem coisas que acontecem com as quais não precisamos fazer nada, apenas esperar, como um temporal.

Fonte: Virgílio Vasconcelos Vilela

Cigarro  x  Maconha

O senso comum vai dizer que a “maconha faz menos mal do que o cigarro”, a falta de informação neste sentido parece reforçar essa fala. No entanto vários anúncios sejam de revistas, da internet as manchetes são do tipo: “A maconha é menos prejudicial do que o álcool e tabaco”, também se fala: “Chega de desinformação, novas verdades sobre a Maconha, uma droga perigosa, sim.” . Nesse sentido essa polêmica e a comunicação eficaz  causam na vida das pessoas dúvidas em relação o cigarro e a maconha segundo artigo da  autora Santos . Em seguida farei um paralelo entre o  tabaco e a maconha, demonstrando seus malefícios no organismo, bem como o desenvolvimento da síndrome de abstinência e tolerância que estes tipos de drogas podem causar .

Segundo Gigliotti (2007), a maconha “no mínimo, ela faz tanto mal quanto cigarros que contêm nicotina”, vários autores vão dizer que a primeira experiência com a maconha acontece na adolescência, talvez pelo processo de transição que o adolescente atravessa segundo Aberastury (1981), então ele entra por essa via por curiosidade. O risco de reincidência do uso acontece devido às sensações de euforia, bem-estar e relaxamento causadas pela droga, sendo o seu principal componente psicoativo é o THC (tetrahidrocanabinol). A princípio, a maconha gera ansiedade, crises de pânico no usuário e diminuição de concentração, atenção, percepção e habilidade motora, fatores necessários para assimilação de tarefas importantes. O indivíduo sob efeito da maconha torna-se um agente de risco em potencial para provocar acidentes no trânsito. O desinteresse por si próprio e pelo que acontece ao ser redor também é uma característica do usuário em potencial da maconha.

No uso da maconha os efeitos variam muito, em relação a qualidade da erva e da quantidade consumida, trazendo os efeitos produzidos pelo seu  uso, temos  a taquicardia, tonturas, aumento do apetite,boca seca,dilatação das pupilas e outros.

Em relação ao tabaco o seu  princípio ativo é a nicotina, fumado nas formas de cigarro e outros. Pesquisas mostram que as pessoas começam a fumar a partir dos 16 anos, e desenvolve de forma rápida as características da dependência que implica o desenvolvimento de problemas clínicos como: dificuldade de controle do uso e apresentação dos sintomas de abstinência devido à falta ou diminuição de seu uso. A dependência ocorre de forma rápida, provavelmente porque a nicotina ativa o sistema dipaminérgico da área tegmentar ventral, o mesmo sistema afetado pela cocaína e pelas anfetaminas  segundo Resende.

A discussão sobre dependência de tabaco e suas comorbidades tem grande importância no contexto atual de tratamento. As comorbidades relacionadas ao uso de tabaco encontra-se em pessoas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno de humor bipolar e transtorno borderline de personalidade, entre outros. A relação entre tabagismo e depressão tem importância expressiva no contexto do tratamento da dependência da nicotina.

A partir da década de 60, surgiram os primeiros relatórios científicos que relacionavam o cigarro ao adoecimento do fumante e hoje existem inúmeros trabalhos comprovando os malefícios do tabagismo à saúde do fumante e do não fumante. Dentre elas temos várias substâncias radioativas, corantes, agrotóxicos, a NICOTINA, que é uma substância estimulante, e que causa a dependência do cigarro e são essas substâncias que prejudicam à saúde elas são mais consumidas por causa da dor que proporciona na sua ausência do que pelo prazer que causa na sua freqüência. A sensação é agradável, porém passageira. A dependência nasce daí, quanto mais se fuma, mais o organismo se adapta à droga.

Vale ressaltar que  o tabaco e a maconha essas drogas causam lesões a nível de sistema nervoso central e também são capazes de provocar tolerância e síndrome de abstinência. Bem como o uso concomitante dessas drogas geram ansiedade, euforia,e alterações na frequência cardíaca e problemas pulmonares como bronquite e câncer.

 

 

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